Este é um termo que está na moda, “WEB 2.0″, e eu não queria mais uma vez defini-lo (queria, mas não consegui não dar o meu pitaco). Se você ainda não entendeu o que é isso, comece perguntando a uma das empresas que tem surfado esta onda com mais habilidade: a toda-poderosa Google. Pode também perguntar a um dos símbolos deste conceito, a ultra-colaborativa Wikipedia.
A história, em miúdos, bem miudinho mesmo, é a seguinte:
1 – Nos primórdios da internet, poucos dominavam a produção de conteúdo. Então esses poucos, sem a ajuda de muitos, começaram a lucrar bastante dinheiro com sites de estruturas enxutérrimas (2 nerds e 2 computadores). Aí muita gente se empolgou, começaram a investir nestas empresas achando que elas eram minas de ouro (e foram mesmo durante um período curto de tempo), mas depois foram percebendo que empresas com escritórios de menos de 50m² não poderiam valer 50 milhões. Veio a Bolha da Nasdaq, os preços das ações despencaram, muita gente se ferrou e a empolgação arrefeceu. Na verdade, o que houve foi o começo de um amadurecimento, pois as empresas realmente grandes perduraram. Esse período é conhecido agora como WEB 1.0
2 – Com o amadurecimento e o crescimento exponencial de usuários capazes de produzir conteúdo, a WEB começou a se tornar efetivamente uma grande rede social global. O que nos levou ao conceito crucial de colaboração. Hoje, nenhum site faz sucesso se não houver participação ativa de seus usuários, seja apenas comentando ou efetivamente enviando/indicando o próprio conteúdo a ser publicado. E para esse processo muito contribuiu a Google, com sua lógica de busca baseada na “Relevância”, onde os sites que aparecem primeiro na busca são os mais indicados por outros sites. Então isso foi se refletindo nas ramificações da WEB: design, usabilidade, etc. Essa coisa toda é chamada atualmente de WEB 2.0. Veja aqui uma boa lista de sites (brazucas e internacionais) que se encaixam nestes parâmetros.
3 – Hoje já se fala em WEB 3.0, pois a quantidade de conteúdo cresceu em uma escala tão vertiginosa que agora é preciso gerar maneiras mais inteligentes de encontrar o que estamos procurando. O futuro, dizem alguns, é a WEB Semântica. Mas isso é papo para um outro post.
O que eu prometi no título do post era falar sobre WEB 2.0 na prática e, finalmente, depois de muita teoria, cumpro a promessa. Abaixo, segue a excelente montagem de Pedro Souza (ou Pedro Van Gogh para os camaradas). Ele é um usuário comum, profissional no Winning Eleven (e empresário do ramo de Plásticos, ele pediu pra acrescentar), mas totalmente leigo em edição digital de vídeo. O cara abriu o Windows Movie Maker pela primeira vez e, em uma noite sem ter o que fazer, fez esse videozinho irado. Eis aí a revolução 2.0. Qualquer um é capaz de gerar conteúdo e compartilhá-lo, colaborando para o infinito crescimento da Rede. Há uns 5 anos, era necessário pagar a um técnico para fazer um vídeo como esse. Hoje, todo dono de qualquer tipo de câmera digital é um vídeo-maker em potencial.
