
Eu e meu sócio Bali Veneno estivemos ontem na ESPM para assistir à palestra de Leo Xavier, sócio da PontoMobi, empresa pioneira no mercado de Mobile Marketing brasileiro.
Eu já venho estudando o tema há algum tempo e já tinha lido sobre centenas de cases, mas foi bem legal ouvir do próprio Leo sobre o processo de criação das campanhas e seus detalhes. A primeira coisa que salta aos olhos são as taxas de sucesso. Banners que recebem mais de 5% de cliques, eventos onde mais de 30% de pessoas fazem download de conteúdo e muitas outras estatÃsticas que fariam qualquer anunciante ligar pro Leo na mesma hora e pedir uma campanha pra ontem.
Obviamente, essa empolgação do público com este tipo de mÃdia vai arrefecer bastante nos próximos anos. Lembrei quando, há cerca de 10 anos, fui em uma palestra no mesmo auditório da ESPM pra ouvir sobre e-mail marketing e a empolgação era bem parecida. Hoje, sabemos bem como é odioso a chuva de e-mails em nossas protegidas caixas postais. Perguntei ao Leo sobre isso e ele disse que lá na Europa já até existe o termo “Bluetooth Spamming” para designar os anunciantes que ficam tentando enviar conteúdo pros celulares em todos os lugares, de forma invasiva. Trocando em miúdos: o Leo e sua PontoMobi vão ficar ricos devido ao pioneirismo, outras poucas empresas ainda vão surfar nesta onda, mas não dou um ano para que o mercado amadureça abruptamente e Mobile Marketing se torne mais uma peça no planejamento de marketing, deixando de ser esse “WoW” milagroso. Nada mais natural.
Outra coisa que perguntei foi sobre os formatos de conteúdo. Pelo que eu sei, podemos criar para celular arquivos JPG, GIF (podendo ser GIF animado) e 3GP (vÃdeo para ser executado no Real Player) e termos certeza de que a grande maioria das pessoas vai conseguir visualizar. Mas nenhum destes formatos permite interatividade real, como um clique que leva a uma nova imagem, por exemplo. As opções para interatividade são JAVA e FLASH, mas, infelizmente, nem todos os celulares suportam estes formatos e ainda há inúmeros problemas sobre resoluções de tela e diferenças de software de cada celular. O Leo falou que a PontoMobi já fez diversas campanhas utilizando JAVA com um razoável Ãndice de acesso. Mas FLASH, nada ainda! Nenhuma campanha foi feita, principalmente porque não houve ainda nenhuma demanda por parte dos anunciantes. A pergunta que fica no ar é: Porque não começar a estimular o uso do Flash Player nos celulares para que as agências possam produzir conteúdos REALMENTE ricos e interativos?
Se fosse para dar um pitaco, eu diria que a Adobe e seu Flash Player vão abocanhar o mercado de celulares em menos de um ano. Os novos Nokia (como eu sonho com um N95!) já vem todos com o Flash Player embutido. E a Adobe está realizando uma estratégia pesada para conquistar o mundo Mobile. Na verdade, eu acho que em um futuro não muito distante vamos ter que instalar o Flash Player até para ir ao banheiro (a brincadeira significa: se quer investir a média prazo, esqueça a Google e compre ações da Adobe).
No blog Mobilizado, o Leo fala sobre o mercado e seus maravilhosos cases de sucesso com Mobile Marketing. Eu tiro meu chapéu.
Ah! A imagem no começo do artigo é da campanha da PontoMobi para o Axe Dark Temptation. É minha preferida. Não pelos resultados, mas pelas fotos da Talula.
Pablo Cabana


