jun 27

Eu e meu sócio Bali Veneno estivemos ontem na ESPM para assistir à palestra de Leo Xavier, sócio da PontoMobi,  empresa pioneira no mercado de Mobile Marketing brasileiro.

Eu já venho estudando o tema há algum tempo e já tinha lido sobre centenas de cases, mas foi bem legal ouvir do próprio Leo sobre o processo de criação das campanhas e seus detalhes. A primeira coisa que salta aos olhos são as taxas de sucesso. Banners que recebem mais de 5% de cliques, eventos onde mais de 30% de pessoas fazem download de conteúdo e muitas outras estatísticas que fariam qualquer anunciante ligar pro Leo na mesma hora e pedir uma campanha pra ontem.

Obviamente, essa empolgação do público com este tipo de mídia vai arrefecer bastante nos próximos anos. Lembrei quando, há cerca de 10 anos, fui em uma palestra no mesmo auditório da ESPM pra ouvir sobre e-mail marketing e a empolgação era bem parecida. Hoje, sabemos bem como é odioso a chuva de e-mails em nossas protegidas caixas postais. Perguntei ao Leo sobre isso e ele disse que lá na Europa já até existe o termo “Bluetooth Spamming” para designar os anunciantes que ficam tentando enviar conteúdo pros celulares em todos os lugares, de forma invasiva. Trocando em miúdos: o Leo e sua PontoMobi vão ficar ricos devido ao pioneirismo, outras poucas empresas ainda vão surfar nesta onda, mas não dou um ano para que o mercado amadureça abruptamente e Mobile Marketing se torne mais uma peça no planejamento de marketing, deixando de ser esse “WoW” milagroso. Nada mais natural.

Outra coisa que perguntei foi sobre os formatos de conteúdo. Pelo que eu sei, podemos criar para celular arquivos JPG, GIF (podendo ser GIF animado) e 3GP (vídeo para ser executado no Real Player) e termos certeza de que a grande maioria das pessoas vai conseguir visualizar. Mas nenhum destes formatos permite interatividade real, como um clique que leva a uma nova imagem, por exemplo. As opções para interatividade são JAVA e FLASH, mas, infelizmente, nem todos os celulares suportam estes formatos e ainda há inúmeros problemas sobre resoluções de tela e diferenças de software de cada celular. O Leo falou que a PontoMobi já fez diversas campanhas utilizando JAVA com um razoável índice de acesso. Mas FLASH, nada ainda! Nenhuma campanha foi feita, principalmente porque não houve ainda nenhuma demanda por parte dos anunciantes. A pergunta que fica no ar é: Porque não começar a estimular o uso do Flash Player nos celulares para que as agências possam produzir conteúdos REALMENTE ricos e interativos?

Se fosse para dar um pitaco, eu diria que a Adobe e seu Flash Player vão abocanhar o mercado de celulares em menos de um ano. Os novos Nokia (como eu sonho com um N95!) já vem todos com o Flash Player embutido. E a Adobe está realizando uma estratégia pesada para conquistar o mundo Mobile. Na verdade, eu acho que em um futuro não muito distante vamos ter que instalar o Flash Player até para ir ao banheiro (a brincadeira significa: se quer investir a média prazo, esqueça a Google e compre ações da Adobe).

No blog Mobilizado, o Leo fala sobre o mercado e seus maravilhosos cases de sucesso com Mobile Marketing. Eu tiro meu chapéu.

Ah! A imagem no começo do artigo é da campanha da PontoMobi para o Axe Dark Temptation. É minha preferida. Não pelos resultados, mas pelas fotos da Talula.

Pablo Cabana

jun 20

Acabei de ler no blog do Papervision3D sobre a ferramenta FotoViewr. Poucas coisas na web são, ao mesmo tempo, tão simples e tão visualmente ricas. Você entra no FotoViewr, escolhe o tipo de galeria, escreve o seu nome do Flickr (ou de algum amigo seu. Eu, que não tenho Flickr, fiz a galeria com as fotos da minha cônjuge Tárin e da minha amiga Julia), escolhe as tags das fotos para filtrar (uma pena não ser possível mesclar várias tags) e voalá! O FotoViewr cria uma galeria 3D alucinante pra nenhum iPhone botar defeito.

As galerias são construídas utilizando os RSSs gerado pelo Flickr mais as maravilhas 3D do Papervision 3D, do qual eu já falei aqui.

Além do problema com as tags, o outro defeito que eu encontrei foi eles não fornecerem um código “embed” pra permitir que se publique a galeria em outros sites ou blogs (assim como eu coloco os vídeos do YouTube aqui). Sem este tipo de ferramenta, a viralidade da marca FotoViewr perde trocentos por cento. Portanto, para ver a galeria da Tárin e da Julia, vocês vão ter que clicar nos links abaixo. Eles melhoraram isso, agora fornecem o código. Olha a galeria nova da Julia:

Galeria da Tárin

Galeria da Julia

Pablo Cabana

jun 18

Le Divorce

O site TCCANDLER criou um lista dos 100 melhores cartazes de filmes de todos os tempos (filmes americanos, eles sempre se esquecem de dizer). Eu não sou nenhuma autoridade cinéfila, mas com certeza Titanic e Outubro Vermelho estariam fora da minha lista. Dá pra ver que eles gostam do Tarantino, pois há dois dele nos 20 primeiros (Pulp Fiction e Cães de Aluguel). Mas o que eu mais gostei está lá pro final, em nonagésimo oitavo, chamado Le Divorce. O filme se passa na França (não vi, mas fiquei com vontade de ver) e o discreto detalhe da Torre Eiffel nos peitos da modelo é sensacional. Alguém podia criar um lista brasileira né? Alguém se habilita?

Observação Marketeira: Os caras desse site estão dando mole. Poderiam estar ganhando dinheiro vendendo estes posters. Eu compraria.

Pablo Cabana

jun 17

Esse tal livro “O Segredo“, virou best-seller e já ganhou várias adaptações como esta e esta. Eu já vi o filme, achei bem interessante, e acredito que o livro também deve ser de alguma valia. Mas vejo essa “mania” criada pelo “segredo” com olhos desconfiados. O livro está sendo promovido com um esquema de marketing meio tabajara tipo “Seus problemas se acabaram-se”. E a coisa não é bem assim. Moldar nossas vidas sob nosso desejo é tarefa bastante árdua e requer uma disciplina encontrada em poucos ou quase nenhum destes leitores ávidos por uma “solução para seus problemas”. Para quem se interessa por alguma coisa de esoterismo, o “segredo” nunca foi nenhum segredo, e transformar “chumbo em ouro” sempre foi tarefa para poucos.

Por isso (se eu tivesse alguma autoridade, claro), eu recomendaria esquecer totalmente “O Segredo” e ficar só com o discurso do Steve Jobs para um grupo de formandos americanos. É mais rápido e mais divertido.

Pablo Cabana

Parte1

Parte2

jun 06

Estamos no ar há menos de um ano, mas já estamos conquistando algum espaço entre os trilhões de blogs na web. O Antonio Beux, responsável técnico do website e aluno do curso de design da Faculdade da Serra Gaúcha indicou o Cabanoblog no seu “Blog de Blogs“. Valeu Antonio!

jun 05

Vinicius Ribeiro, amigo meu de longa data e mestrando do COPPEAD, ministra aulas de Marketing pro pessoal de Engenharia de Produção da Cândido Mendes de Niterói e, quando ele chega ao tópico Publicidade (ele segue o todo-poderoso Kotler e a 12° edição de sua bíblia), me chama pra explicar à galera como funciona o processo de criação publicitária. Já é a segunda vez que fazemos esta parceria e tem dado bons resultados. As pessoas adoram descobrir como se faz, por exemplo, para escolher o Rodrigo Santoro para um anúncio e não o Bruno Cagliasso. Ou ainda parar pra pensar coisas que nunca pensamos, como “porque a Vale do Rio Doce não anuncia a venda de minério na TV?”.

Eu começo falando um pouquinho de teoria, explicando que o objetivo final da publicidade deve ser SEMPRE a venda de um produto (produto em seu conceito geral: o que inclui serviços, idéias, etc), cito o slogan que eu amo, da agência DPTO: “Se não vende, não vale.”, e deixo bem claro que não há ideologia em publicidade: capitalistas, socialistas, anarquistas, budistas e onanistas, todos precisam vender alguma coisa, e para vender com mais eficiência é necessário trabalhar a mensagem de venda. E também explico que todos, sem exceção, PRECISAM ser abordados de uma maneira que lhes seja aprazível e que a publicidade parte de um principio da natureza humana onde, novamente, todos, sem exceção, DESEJAM ser convencidos de alguma coisa.

Depois eu puxo a sardinha pro meu lado, apresento alguns cases da Cabana, mostro nossa metodologia de trabalho e digo como é importante a busca de uma Identidade Conceitual, uma essência que norteia a marca e que possa se refletir em cada manifestação dela. Do ponto de venda ao anúncio na novela das oito, passando pelo relacionamento entre os funcionários e o papel timbrado.

Um case que eu gostei muito de apresentar foi o da Brazucah e suas sócias super-poderosas. Pois ele mostra bem a importância de um bom cliente, que sabe escolher a agência certa, confiar nela e extrair dela o melhor. A primeira proposta que fizemos para o website delas ficou até legalzinha, só que faltava aquele “plus” que uma agência realmente criativa pode dar. Então elas souberam conversar com a gente, dar o feedback e nos fazer entender mais profundamente do que elas precisavam. O resultado foi um sucesso total, que você pode conferir aqui e aqui.

Aí eu termino com os dez mandamentos para se relacionar com agências, inspirados nos dez mandamentos bíblicos:

1 - Adorar o seu produto e amá-lo sobre todas as coisas.
Não deixe que nenhum publicitário fale mal do seu produto. Entenda as críticas e use-as bem, mas quem manda na história é você.

2 - Não invocar o Seu santo nome em vão.
Nunca anuncie apenas por anunciar. Isso desperdiça dinheiro e pode até ser ruim para a imagem da marca. Muito publicitários tentarão te convencer do contrário, pois eles lucram com isso. Fiquem atentos!

3 - Não Guardar os domingos e festas.
Não tenha medo de parecer chato. Se seu anúncio sair todo errado no domingo, você tem todo o direito de ligar e reclamar na hora!

4 - Honrar pai e mãe das idéias (e os outros legítimos superiores).
Controle seu ego e deixe o ego do publicitário brilhar também, pois ele é geralmente muito grande. Se você ficar insistindo em ser o autor da “idéia genial”, pode acabar colocando o projeto pro água abaixo.

5 - Matar, sempre que for preciso.
Não hesite em recusar uma idéia se você tiver plena confiança de que ela não atende todas as suas necessidades. Você está pagando por isso e tem o direito de exigir o melhor.

6 - Pecar contra a castidade apenas quando for estritamente necessário.
Evite ficar trocando de agência por pequenas coisas. Um trabalho longo e duradouro fortalece o trabalho, pois a agência conhece cada vez mais a fundo o produto e sua marca. Contudo, se nego estiver acomodado, cai fora!

7 - Não furtar (nem injustamente reter ou danificar os bens do próximo).
Não tente roubar idéias. Isso é péeeeessimo. Se alguém te apresentar um projeto e você achar caro, por exemplo, não pegue essa idéia e vá fazer com outro. Que queimem no fogo do inferno os ladrões de idéias!

8 - Não levantar falsos testemunhos.
Desconfie de publicitários que dizem que “fazem e acontecem” por preços baixíssimos. Fazer boa publicidade dá muito trabalho e é caro.

9 - Não desejar a mulher da agência.
Tenha muita atenção às gostosonas e aos bonitões do atendimento. Foco no trabalho, pois a beleza deles pode fazer você aprovar coisas que não deveria.

10 - Cobiçar as agências alheias.
Preste atenção nas agências de empresas que fazem sucesso. Se você gostou de uma campanha, procure saber quem a criou.

Pablo Cabana