jul 30

Como vocês já devem ter visto no meu último post, eu não vou muito com a cara da Microsoft. Contudo, tenho que reconhecer quando os caras acertam a mão, principalmente quando se trata de uma jogada de marketing bem feita.

A coisa começa na própria essência escrota da Microsoft: eles sempre lançam a nova versão do Windows cheia de bugs, só pra ser o detentor da “última novidade” e a coisa só fica decente (quando fica) depois de sérias atualizações. O Windows XP, por exemplo, é bacanérrimo, mas só ficou bom mesmo depois do pacote de atualização SP2.

Isso acabou gerando um estigma para a empresa. Quem entende de computador já sabe: “Nunca instale a nova versão do windows antes de saírem as atualizações.” E assim tudo correu pacificamente para o relaxamento da Microsoft e desespero dos usuários, que não tinham pra onde correr.

Agora, entretanto, as coisas estão diferentes. Os “vacilos” do Windows estão dando margem para o crescimento de concorrentes com força real: o Linux, que é gratuito e agora efetivamente conta com uma compatibilidade e usabilidade para Windows nenhum botar defeito e o MacOs, da Apple, que chega com imensa força pois os preços dos computadores mais chiques do mercado caíram exponencialmente.

Como era de se esperar então, o Windos Vista, último sistema operacional da Microsoft, foi rejeitado drasticamente. Na sinceridade, usei diversas vezes e achei ótimo. O grande problema é que ele consome muito do CPU, o que o torna um elefante branco em computadores que não estejam com as configurações mais modernas. Ou seja, eu continuo no esquema “vamos esperar mais um pouco para usá-lo”.

O que a Microsoft fez então para mudar esta imagem? The Mojave Experiment. Eles foram a grandes corporações para apresentar um suposto sistema operacional “Mojave” e perguntavam: “O que vocês acham do Vista?” e todos respondiam: “Uma droga.”. “Então que tal experimentar o novo Mojave?”.

A galera usa o Mojave, adora, faz super elogios e depois descobrem, com o queixo no chão, que na verdade o Mojave é o Windows Vista. Excelente uso do clássico teste-cego. Parabéns aos malditos discípulos do Bill Gates. Visite o site do Mojave Experiment.

Pablo Cabana

ps: o site é da Microsoft, mas nada de usar o aplicativo deles, o SilverLight. É tudo feito em Flash e Papervision3D. Isso é que é não confiar no próprio produto…
Adendo 09/09/08: Parece que os caras perceberam a mancada e mudaram para Silverlight. Em Flash estava bem mais bacana.

jul 23

Deu hoje no jornal O Globo: “Juiz condena Microsoft e Americanas.com - Empresas são acusadas de concorrência desleal em publicidade online no MSN” .(leia a notícia online relacionada aqui). Se já não bastasse as malditas telas azuis de panes do Windows, a insistência em lançar softwares incompletos que estressam seus usuários e mais no mínimo outros 10 motivos para odiar a Microsoft, agora a turma do Bill Gates vem com essa: eles distorcem resultados da busca do MSN para fazer com que empresas que pagam um jabá se “infiltrem” nos resultados. A descoberta foi feita pelos donos da www.saciperere.com.br, uma pequena empresa brasileira. Eles perceberam que ao clicar no resultado “SaciPererê”, ao invés de ir para a página deles, eram direcionados para a página da Americanas.com. E perceberam também que o mesmo ocorria para Casa&Vídeo e PontoFrio, e ainda havia links patrocinados “encontre www.saciperere.com.br ou www.casaevideo.com.br” que levavam também à Americanas.com.

Mais uma vez a Microsoft demonstra seu patético posicionamento “foda-se o usuário” e nos mostra como não podemos confiar em seus serviços. É por essa e por muitas outras que eu amo a Google e ultimamente ando enamorado com a Adobe.

Fica o desabafo.

Pablo Cabana

jul 16

Acabou de ser liberada a nova versão (versão em português aqui) da sensacional ferramenta WordPress. Inicialmente criada para a construção de blogs, ela vem se tornando uma das mais intuitivas ferramentas de CMS. Ao contrário dos clássicos Joomla e Drupal, o Wordpress tem uma utilização extremamente simples e em um dia de estudo você é capaz de criar um site bacanérrimo com um painel de controle de fácil utilização. E a nova versão está mais eficiente do que nunca. As novidades são apresentadas no vídeo abaixo em um inglês com divertido sotaque britânico.

Pablo Cabana

jul 15

Era uma vez...

A internet está revolucionando tudo. Correios, música, TV, todo o formato de acesso às informações está diferente. E como fica o cinema? Por um bom tempo, a telona ficou protegida pela barreira dos Gigabytes. Um filme de boa qualidade tem no mínimo 5GB e transmitir essa quantidade de dados era digno de paciência oriental. Mas as coisas não estão mais assim. As novas tecnologias estão acelerando muito a transmissão de dados e não vai demorar para você receber um e-mail do seu amigo com o assunto “olha que filme bacana” e com o anexo “Meu nome não é Johnny” ou “Homem-aranha 4″ ou até mesmo o filme título deste artigo, “Era uma vez…”, e o detalhe é que você pode receber este e-mail antes mesmo de começarem as pré-estréias.A conclusão é que naturalmente, e isso já está acontecendo, a indústria cinematográfica vai se reformular, por bem ou por mal.

Um dos pontos nevrálgicos desta mudança está na divulgação dos filmes. Como apresentar os lançamentos para convencer pessoas a sair de suas casas em direção às salas de cinema se elas podem ficar em casa e ver tudo via web? O consumidor 2.0, fruto da Web 2.0 , está mais consciente e, por causa disso, menos predisposto ao impacto de mensagens que partem de quem quer lhes vender um produto. Ele precisa ouvir de pessoas próximas sobre a qualidade de alguma coisa e, mais do que isso, precisa de produtos que lhes forneçam uma real experiência de vida, muito além do que vem escrito em embalagem mirabolantes.

A resposta na qual muitos têm acreditado (eu inclusive) é a formação de redes sociais em torno dos filmes e, mais ainda, em torno da “causa cinema” em si. O site, ainda em fase beta, Moviemobz é um excelente exemplo. Lá, você escolhe um filme, mobiliza seus amigos e assiste ao filme numa sala à sua escolha. Muito mais divertido do que ver DVD em casa.

E a Brazucah também caminha nesta direção das redes. Não é porque eles são clientes da Cabana, mas o trabalho que eles fazem (”eles” no sentido geral, mas quem está à frente de tudo são as meninas Maria, Cynthia e Camila) é fantástico. Em suas próprias palavras: “A Brazucah tem como missão estimular conexões entre o cinema brasileiro e as pessoas.” Nada mais 2.0 do que isso. Em um modo totalmente “lets talk about it” a Brazucah promove o boca-a-boca através de circuitos alternativos de exibição, ações em faculdades, pré-estréias, tudo em sincronia com a Rede Brazucah. Este Rede se constitui principalmente de propagadores engajados com o cinema nacional e interessados em faze-lo “crescer e aparecer”.

E um novo desmembramento deste Rede está florescendo agora: os Blogueiros Brazucah. A empresa está formando um rede de blogs afins com a temática Brazucah para promover pré-estréias exclusivas. Esta boa idéia vai diretamente ao encontro do consumo 2.0. Afinal, qual parâmetro é melhor para escolher um filme: o bonequinho de O Globo ou a opinião pessoal de um blog independente?

Eu virei membro de carteirinha. Já vinha querendo falar mais de cinema aqui no Cabanoblog e essa oportunidade caiu do céu. Na última quinta-feira fui à pré-estréia de “Era uma vez…“, de Breno da Silveira (o mesmo diretor de Dois Filhos de Francisco, como todo o material gráfico do filme insiste em dizer).

O filme começa meio despretensioso e aparentemente previsível: aquela temática da favela, gente rica versus gente pobre, etc e tal, mas, felizmente, fui surpreendido por uma história de amor pra Romeu e Julieta nenhum botar defeito. Com um roteiro dinâmico e cheio de surpresas (destruindo meu “aparentemente previsível”), somos envolvidos pelo romance de Dé e Nina e dá vontade de ter alguém do lado pra abraçar (pena que minha namorada também não faz parte dos Blogueiros Brazucah…). E o final…ah! Que delícia quando somos arrebatados por um grand finale memorável.

A atuação de Thiago Martins como Dé é sensacional e dá pra ver que não é porque ele é morador do morro do Cantagalo, onde se passa o filme, mas porque o garoto é bom ator mesmo. Sinal que o pessoal do grupo Nós do Morro está fazendo um excelente trabalho.

Enfim, eu recomendo. Mas não esqueça de levar namorado ou namorada! Nas próximas pré-estréias prometo que falo mais do filme e menos sobre as revoluções da Web (sou viciado nisso, fazer o que?).

E se seu blog está afim com a causa Brazucah, entre em contato com eles para fazer parte dos Blogueiros Brazucah.

Pablo Cabana

jul 03

Bom, como fazia muito tempo que não escrevia por aqui, resolvi falar de um assunto que está em alta aqui no Rio de Janeiro: o vice-campeonato do Fluminense na Copa Libertadores da América.

Antes que comecem a me xingar gostaria de esclarecer: vice sim, desonrado não. É galera. Gozações a parte, como flamenguista doente tenho que reconhecer que a campanha do Flu foi de dar inveja a qualquer time brasileiro.

Porém, infelizmente, mais uma vez o futebol brasileiro foi vítima de sua própria incompetência. Não dentro de campo, aonde a qualidade do time do Flu foi inquestionável. Mas por problemas administrativos que deixaram manchas na atuação da equipe.

A situação é simples, mas não evidente para a maioria das pessoas. Vamos combinar que está mais do que provado que uma gestão competente faz milagres em qualquer empresa. Isso inclui também times de futebol. Acho quase impossível que nossos dirigentes ainda não tenham enxergado que nós, torcedores, somos clientes. Mais do que isso. Somos clientes apaixonados, dispostos a pagar muito caro pelo nosso time de coração. Isto é fato.

Temos como bom exemplo esta final de Libertadores, onde milhares de torcedores se espremiam para dar dinheiro ao time de coração. Aliás, se sujeitavam não só ao desconforto, mas se expunham a constrangimentos a beira do inaceitável para qualquer ser humano.

E, na mesma final, tínhamos do outro lado a LDU, um time sem tradição nos gramados, longe de ter o mesmo reconhecimento que tem o Fluminense diante do futebol mundial, porém com uma coisa que muitos poucos times brasileiros tem: gestão empresarial. E isto fez toda a diferença.

Olhemos pra o campeonato espanhol. Eurocopa a parte, a Espanha não é uma grande formadora de talentos. Mas mesmo assim tem nos gramados a nata do futebol mundial. Por que? Porque seus dirigentes sabem da importância de se investir em marca e produto. Sim, isso mesmo. Quanto mais você investe em sua marca e no seu produto mais você se valoriza e ganha novos clientes.

No futebol , como em qualquer negócio, o círculo é vicioso. Investimentos geram bons resultados. Resultados viram títulos. Títulos fidelizam e trazem mais clientes/torcedores. Torcedores satisfeitos gastam mais com o time. Isso valoriza a marca. Essa valorização atrai investimentos. E assim por diante. Sacou?

Enfim, depois de dar voltas, o lugar que quero chegar é o comum. Por que no melhor futebol do mundo nós não podemos comemorar constantemente grandes resultados? Fora Eurico é só o começo. O futebol carioca (leia-se brasileiro) precisa dar um fora em todas as falcatruas que prejudicam nossas tardes de domingo e noites de quarta feira.

PS: Parabéns aos jogadores e torcedores do Flu pelo vice-campeonato. Chegar até lá enfrentando adversários dentro e fora de campo não é pra qualquer um não. Mas só pra não passar em branco vou falar uma coisa: VICE DE NOVO. AGORA PEGA A LANTERNA E CORRE ATRÃS.

MENGÃO RUMO AO HEXA!!!

Cabanudo César.

jul 02

Aqui deve entrar o cubo_bacana. Faltando o Flash Player?

Ok. À primeira vista o Papervision3D pode parecer apenas algo meio WoW, que só serve pras coisas na web ficarem bonitinhas e com um visual 3D a lá iPhone. Mas isso é um engano. As engines 3D, como o próprio Papervision3D, o Away3D e até mesmo o Astro (o novo Flash Player) aos poucos vão modificar o modo como acessamos a informação digitalmente, pois ganharemos novas dinâmicas de disposição de conteúdo, permitindo que tudo fique, além de extremamente amigável aos olhos, interativo a um nível antes impossível. Sem lenga-lenga pra carregar sites pesadíssimos, sem exigir muito das máquinas, essas engines conseguem usar programação para gerar dinâmicas surpreendentes através de códigos.

Tendo esta crença como base dos meus atuais estudos, estou namorando o Papervison3D para conquistá-lo como ferramenta de trabalho (por enquanto não posso me dar ao luxo de ganhar dinheiro com isso pois não domino perfeitamente a engine e não quero oferecer gambiarras aos meus clientes) e ao mesmo tempo finalmente migrar para ActionScript 3.0. Obviamente, uma das minhas principais referências é o magnífico gotoAndLearn, mantido pelo profeta da interatividade Lee Brimelow.

Foi lá que eu estudei dois tutoriais. O primeiro me fez entender como construir um cubo 3D interativo através do Papervision3D e o segundo me mostrou como é incrivelmente mais simples lidar com arquivos XML usando AS3 ao invés de AS2. Então me inspirei pra tentar meu primeiro projeto Open-Source, o Cubo Bacana.

O Cubo Bacana nada mais é do que um cubo 3d que mostra as últimas 6 notícias de qualquer blog, flickr ou qualquer site que gere RSS através de xml com a estrutura “channel-item-titleâ€, que é a usada pela grande maioria dos provedores RSS.

Existem algumas maneiras de usá-lo, dependendo do seu perfil. Se você é um nerd como eu e entende um pouco de Flash, pode baixar os arquivos fonte na página do Cubo Bacana e começar a fuçar tudo (é preciso ter o Papervision 3D instalado, veja como faze-lo aqui) para fazer uma customização completa. Só peço que em algum lugar haja um link pra página do Cubo Bacana.

Se você é um usuário comum que apenas quer ter o Cubo Bacana no seu site ou blog, basta recortar o código abaixo e colar no código do seu site ou blog com pequenas configurações. Onde aparece http://www.cabanacriacao.com/blog/feed, (aparece 2 vezes) você deve substituir pelo endereço de RSS das notícias que vai disponibilizar, e onde aparece #FFFFFF você deve substituir pela cor de fundo que desejar.

  1. <object width="200" height="220"><param name="movie" value="http://www.cabanacriacao.com/cubobacana/cubo_bacana_1.swf?link_feed=http://www.cabanacriacao.com/blog/feed"></param><param name="allowFullScreen" value="false"></param><embed src="http://www.cabanacriacao.com/cubobacana/cubo_bacana_1.swf?link_feed=http://www.cabanacriacao.com/blog/feed" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="false" width="200" height="220" bgcolor="#FFFFFF"></embed></object>

Outros códigos mais amigáveis são possíveis. Dê uma olhada na página do Cubo Bacana.

Veja os exemplos:

As últimas fotos do Flickr da minha amiga Julia Pina.

 

Aqui deve entrar o cubo_bacana. Faltando o Flash Player?

As últimas notícias do Brainsorm9

Aqui deve entrar o cubo_bacana. Faltando o Flash Player?

Pablo Cabana