ago/09 21

Hoje quando vamos ao cinema e assistimos uma cena das mais comuns, como uma simples vela acesa, estamos de frente para uma gama de efeitos especiais. Porém, antigamente, esses efeitos eram um luxo reservado somente para as mega produções (a não ser que Ed Wood resolvesse inventar um “prato-voador”).

Do início do chroma key, a entrada da computação na sétima arte e até os esquelitinhos no melhor estilo “Golden Axe”, o vídeo a seguir retrata muito bem a evolução desta que hoje é uma das essências do cinema e realiza as fantasias de seus autores e diretores. Alguns já se “toscarizaram” com o passar dos anos e hoje podem ser feitos melhor por qualquer estudante de After Effects. Outros, ainda dão um show. E se vocês acham Brad Pitt bonitão, em Hollywood eu tenho até uma vasta cabeleira. heheheheheehhe.

Divirtam-se.

Cabanudo César

ago/09 17


Segunda-feira passada fui convocado pela Brazucah para assistir à pré-estréia de “Tempos de Paz“, uma obra adaptada da peça de teatro “Novas Diretrizes em Tempos de Paz“, e posso dizer que Daniel Filho acertou mais uma vez. Depois de seu recorde de mais de 5 milhões com “Se eu fosse você 2″, ele encontra o fio da meada perfeito para fazer de um filme que tinha tudo para ficar relegado ao pequeno público cult, se transformar em mais um blockbuster.

Daniel soube utilizar alguns recursos televisivos, como jogos de camera e fotografia, para deixar o enredo mais suave e capaz de atingir o coração de qualquer um (como fazem todas as novelas!). Dessa maneira, não há como não se emocionar com as atuações brilhantes de Tony Ramos e Dan Stulbach, os mesmos atores que representaram Sejismundo e Clausewitz, respectivamente, no teatro.

O filme é uma imperdível ode ao teatro a às artes cênicas em geral e mostra que, apesar dos pesares, a “retomada cinematográfica brasileira” continua com toda a força. O Globo deu bonequinho sentado para o filme, mas eu colocaria umas palmas nas mãos dele.

Pablo Cabana

abr/09 29

brazucah2009thumb

Entrou no ar nesta última segunda a campanha de recrutamento de Agentes Brazucah que a Cabana reeditou. Nas palavras da Brazucah:

“Já está no ar o processo seletivo para a escolha dos universitários que farão parte da Rede Brazucah entre junho deste ano e junho de 2010. Ao todo serão 32 vagas (21 em São Paulo e 11 no Rio de Janeiro).

Universitários apaixonados por cinema terão a oportunidade de participar dessa seleção que escolherá agentes culturais nas universidades de SP e RJ para atuarem no lançamento de filmes brasileiros.

O Agente Brazucah terá a função de difundir o cinema nacional dentro de sua universidade e participará também da organização de promoções e eventos dos filmes. Faz parte de seu trabalho intermediar e gerenciar os múltiplos contatos nessas instituições, articular parcerias e promoções com entidades estudantis e organizar eventos de lançamento de filmes brasileiros. A remuneração será feita de acordo com a carga horária demandada por cada filme.

O Agente Brazucah também passará ainda por um curso de formação cultural na área de cinema e distribuição de filmes, onde terá contato com profissionais do mercado.

Para se inscrever no processo seletivo da Brazucah, basta ser universitário e gostar de cinema, não importando o curso de graduação. São bem vindos alunos de todos os cursos.

Em São Paulo poderão participar da seletiva, alunos das universidades: Anhembi Morumbi, Belas Artes, Cásper Líbero ESPM, FAAP, Mackenze, Metodista, PUC, USP, Unisant’anna, Uniban, Unicsul, Unisa e UNIP. No Rio de Janeiro, alunos da Estácio de Sá, FACHA, Gama Filho, PUC, UERJ, UFF, UFRJ e UNI-RIO também poderão se inscrever.

Acesse o regulamento e inscreva-se!

Pablo Cabana


mar/09 05

drmanhattan_blog

Nesta terça-feira, dia 03/03/2009, fui assistir à pré-estréia de Watchmen – O filme, no Cinemark do Botafogo Praia Shoppinng, e tive uma das experiências cinematográficas mais interessantes da minha vida.

O filme é “a adaptação cinematográfica da mais comentada graphic novel (quadrinhos para adultos) de todos os tempos. Watchmen apareceu pela primeira vez como uma série limitada de HQ de 12 números, tendo sido originalmente publicada pela DC Comics de 1986 a 1987, e depois republicada como a agora lendária graphic novel.” (tirado do press-release oficial). A autoria é de Alan Moore, cujas fascinantes histórias já foram levadas ao cinema em Do Inferno, Constantine, A Liga Extraordinária e V de Vingança,  e do incrível ilustrador Dave Gibbons. Ok, quem conhece Watchmen sabe que se trata da melhor história em quadrinhos já escrita. E ponto. Mas e o filme?

Depois de um tempão numa lenga-lenga danada, onde estúdios e diretores disputavam os direitos de levar a história às telas, a coisa toda caiu na mão de Zack Snyder, que estava com a bola toda depois do tremendo sucesso de seu “300″ (também adaptação de uma história em quadrinhos de Frank Miller). E, como raras vezes acontece em adaptações, Zack Snyder foi SEN-SA-CIO-NAL. Ele conseguiu recriar com tamanha fidelidade o ambiente “nervoso” de Watchmen, ambientado no auge da Guerra-Fria, que parece ser possível sentir toda aquela sensação de “fim-de-mundo” presente nos quadrinhos.

Zack também acertou ao escolher atores não muito “familiares” ao público, o que permitiu que cada personagem fosse sentido em sua totalidade, no seu próprio universo Watchmen, sem interferências em nossas mentes.

Meu destaque vai para a clássica cena quando o Dr. Manhattan cria um castelo de vidro no meio de Marte (esse aí de cima). Esta imagem nunca saiu da minha cabeça desde que li os quadrinhos pela primeira vez. E no filme, o pessoal dos efeitos especiais, liderados por Joe “Dj” Desjardins, conseguiu fazer com que aquela ilustração do Gibbons parecesse um esboço, um storyboard ansiando para algum dia ganhar movimentos avassaladores na tela do cinema. Viva a tecnologia humana.

Outro destaque vai para Rorschach, o personagem mais sombrio da trama, que recebeu a atuação perfeita de Jackie Earle Haley. A voz, os trejeitos, o olhar, enfim, perfeito. Uma pena que 2:45h seja pouco tempo e partes da história de Rorschach não foram contadas no filme.

Da trilha sonora eu nem vou falar nada. Senão vão dizer que estou sendo pago pra fazer publicidade. Confira você mesmo.

O site do filme está bem bacana também, talvez só abusando um pouco dos vídeos (é uma réplica do site americano e eles esquecem que nossas bandas largas não são tão largas quanto às deles). Mas o legal é que você pode baixar um monte de material do filme, inclusive esse papel de parede aí de cima.

Abaixo, está o trailer. Este é um filme que você não pode perder. A estréia é amanhã.

Pablo Cabana

out/08 20

Como eu já havia falado aqui, faço parte da Rede Blogueiros Brazucah e participo de algumas pré-estréias dos filmes lançados pela Brazucah, e nesta última quinta-feira, fui assistir ao filme “Última Parada 174″ de Bruno Barreto.

O filme é uma ficção baseada na trágica história real de Sandro Rosa do Nascimento, sobrevivente da Chacina da Candelária e protagonista do sequestro do onibus 174, em junho de 2000, que já havia sido tema do excelente documentário “Ônibus 174″. Mas quem pensar que se trata apenas de uma “refilmagem” do episódio, erra feio. O roteiro de Bráulio Montovani leva pra telona uma história rica em personagens, onde o ônibus sequestrado não é o foco e serve somente como “agente de tensão”, pois sabemos ser este o desfecho.

A questão continua a mesma: quem é a vítima de toda essa violência que explode em nossas cidades? Uma velha questão na qual o cinema brasileiro parece ter se fundido. Não nego estar meio já “debatido demais” sobre as mazelas de nosso país (não é à toa que gostei tanto do internacionalíssimo filme de Selton Mello “O Cheiro do Ralo”), e ver isso de novo nas telas tá ficando um pouco chato, mas, graças às brilhantes atuações de Michel Gomes (Sandro) e Marcelo Melo Jr. (Alê Monstro) e à criativa adaptação de Bráulio Montovani, “Última Parada 174″ torna-se um filmásso. Tente esquecer a última centena de filmes feitos sobre “quem é a vítima no Brasil?” e vá pro cinema preparado pra curtir uma boa dose de emoção muito bem produzida.

A sessão foi nos estúdios da Paramount aqui no Rio de Janeiro e a maior polêmica de todas foi a sala de cinema politicamente incorreta, onde é permitido fumar (com direito a cinzeiro nas cadeiras e tudo). Olha só o cartaz na entrada (desculpem a falta do flash no meu Sony Ericsson W380):


(“Os cigarros devem ser jogados nos cinzeiros localizados atrás das cadeiras”)

No final, rolou uma conversa bem legal com os protagonistas, onde eles nos contaram sobre como foi a caminhada até protagonizar um filme (ambos fizeram participações em Cidade de Deus) e também sobre as preparações de cena para o filme (prestem bem atenção em como Michel está “possuído” na cena do sequestro). Além, é claro, de ser super bacana encontrar com os caras em carne e osso logo depois de vê-los na telona.

Pablo Cabana

set/08 03

A Brazucah está com mais uma iniciativa bacana para promover a cultura independente. Toda primeira quinta-feira do mês, à partir de amanhã, acontecerá a Pipoca Verde, nas palavras da própria Brazucah:

“Com o intuito de movimentar as quintas da Lapa aliando sessão de longas independentes e festa dançante, pensante, interativa, PIPOCA-VERDE é mais uma iniciativa da Rede Brazucah – coletivo de estudantes que há 3 anos vem promovendo o cinema brasileiro nas universidades do Rio e São Paulo.

PIPOCA-VERDE vai fazer do Cine Lapa ponto de difusão da (boa) produção cinematográfica contemporânea que não vem tendo seu espaço nas telinhas comerciais, e ponto de encontro pra quem curte a mistura cinema+festa. O público poderá conferir longas brazuca que ficaram pouco tempo em cartaz, e produções audiovisuais dos 4 recantos do mundo. Após a sessão, Música Popular, Polêmica, Phunk, Punk, Preta, Poética, Psicodélica…, saindo do comum e das Velhas Classificações!”

Neste primeiro evento o filme exibido será Wood & Stock, de Otto Guerra. Depois a noite ficará na mão (no som!) do Coletivo Carnavália, com DJ Bob Pai (RetrôSoulBossas), DJ LEK (AfroRareGrooves), DJ Marcelo M. (EletroPhunkJazzy) e Dj Laura como convidada especial.

Saiba mais no blog da Rede Brazucah.

Infos:
Quinta-feira, 04 de setembro
Cine Lapa (Av. Mem de Sá, 23 – Lapa) Tel. 2266-1014/2509-5166

INGRESSO CAMARADA PRA DEIXAR A PIPOCA DOCE
R$10,00 – R$7,00 c/ filipeta (imprima a sua aqui)

CONTATOS
Maria Pereira: 2509.2722 / 9999.4356
Julia Carvalho: 9913.9203 / 8753.7781

ps: Os 5 primeiros que encontrarem o convite escondido no site da Brazucah entram de graça e ganham direito de assistir à palestra fechada de Marco Aurélio Marcondes da MovieMobz.

Pablo Cabana

ago/08 06

No último fim de semana, dias 1, 2 e 3 de agosto, rolou, em Pindamonhangaba, o primeiro encontro unificado da Rede Brazucah, o grupo de propagadores que leva o cinema nacional através da Brazucah no meio universitário. Foi bacana ver tanta gente (em torno de 100 pessoas) interessada em discutir, promover e alimentar o cinema nacional.

Eu estive por lá  no sábado e cheguei junto com Frederico Cardoso, coordenador institucional da Programadora Brasil, e Gabriela Carriço, produtora de circuitos, que apresentaram a Programadora Brasil e sua importância na promoção do acesso a filmes brasileiros. Se você tem ou deseja ter um Cineclube, fale com eles!

Minha presença foi para conhecer o trabalho da Brazucah mais de perto, mas acabei aproveitando a oportunidade para falar um pouco aos agentes da Rede sobre como a Web pode potencializar a formação de uma rede e sua mobilização. Atuando mais como um incentivador do que como palestrante, tentei deixar claro que o “Marketing Viral”, termo tão na moda e tão requisitado ultimamente, não acontece (na imensa maioria das vezes) espontaneamente e requer um forte trabalho braçal postando notícias e comentários em blogs, levantando idéias em foruns, comunidades e afins e investindo tempo em redes sociais como Orkut e Facebook. Enfim, quis mostrar quão importante é mesclar o trabalho de propagação offline com o online.

Antes da minha chegada houve a palestra de Geraldo Moraes, presidente da Coalizão Brasileira pela Diversidade Cultural, que contextualizou a importância da difusão do cinema brasileiro como uma ferramenta de defesa de nossa diversidade cultural e também de Solange Lima, presidente da ABD Nacional, que mostrou um panorama das ações da ABD no Brasil e falou da importância da militância pró cinema brasileiro nas esferas política e social. Infelizmente não deu para eu assistir.

Pablo Cabana

ps: o cara do meu lado, à esquerda, é o Marco, da Brazucah, que está à frente da coordenação da Rede Brazucah. Abração Marco!

jul/08 15

Era uma vez...

A internet está revolucionando tudo. Correios, música, TV, todo o formato de acesso às informações está diferente. E como fica o cinema? Por um bom tempo, a telona ficou protegida pela barreira dos Gigabytes. Um filme de boa qualidade tem no mínimo 5GB e transmitir essa quantidade de dados era digno de paciência oriental. Mas as coisas não estão mais assim. As novas tecnologias estão acelerando muito a transmissão de dados e não vai demorar para você receber um e-mail do seu amigo com o assunto “olha que filme bacana” e com o anexo “Meu nome não é Johnny” ou “Homem-aranha 4″ ou até mesmo o filme título deste artigo, “Era uma vez…”, e o detalhe é que você pode receber este e-mail antes mesmo de começarem as pré-estréias.A conclusão é que naturalmente, e isso já está acontecendo, a indústria cinematográfica vai se reformular, por bem ou por mal.

Um dos pontos nevrálgicos desta mudança está na divulgação dos filmes. Como apresentar os lançamentos para convencer pessoas a sair de suas casas em direção às salas de cinema se elas podem ficar em casa e ver tudo via web? O consumidor 2.0, fruto da Web 2.0 , está mais consciente e, por causa disso, menos predisposto ao impacto de mensagens que partem de quem quer lhes vender um produto. Ele precisa ouvir de pessoas próximas sobre a qualidade de alguma coisa e, mais do que isso, precisa de produtos que lhes forneçam uma real experiência de vida, muito além do que vem escrito em embalagem mirabolantes.

A resposta na qual muitos têm acreditado (eu inclusive) é a formação de redes sociais em torno dos filmes e, mais ainda, em torno da “causa cinema” em si. O site, ainda em fase beta, Moviemobz é um excelente exemplo. Lá, você escolhe um filme, mobiliza seus amigos e assiste ao filme numa sala à sua escolha. Muito mais divertido do que ver DVD em casa.

E a Brazucah também caminha nesta direção das redes. Não é porque eles são clientes da Cabana, mas o trabalho que eles fazem (“eles” no sentido geral, mas quem está à frente de tudo são as meninas Maria, Cynthia e Camila) é fantástico. Em suas próprias palavras: “A Brazucah tem como missão estimular conexões entre o cinema brasileiro e as pessoas.” Nada mais 2.0 do que isso. Em um modo totalmente “lets talk about it” a Brazucah promove o boca-a-boca através de circuitos alternativos de exibição, ações em faculdades, pré-estréias, tudo em sincronia com a Rede Brazucah. Este Rede se constitui principalmente de propagadores engajados com o cinema nacional e interessados em faze-lo “crescer e aparecer”.

E um novo desmembramento deste Rede está florescendo agora: os Blogueiros Brazucah. A empresa está formando um rede de blogs afins com a temática Brazucah para promover pré-estréias exclusivas. Esta boa idéia vai diretamente ao encontro do consumo 2.0. Afinal, qual parâmetro é melhor para escolher um filme: o bonequinho de O Globo ou a opinião pessoal de um blog independente?

Eu virei membro de carteirinha. Já vinha querendo falar mais de cinema aqui no Cabanoblog e essa oportunidade caiu do céu. Na última quinta-feira fui à pré-estréia de “Era uma vez…“, de Breno da Silveira (o mesmo diretor de Dois Filhos de Francisco, como todo o material gráfico do filme insiste em dizer).

O filme começa meio despretensioso e aparentemente previsível: aquela temática da favela, gente rica versus gente pobre, etc e tal, mas, felizmente, fui surpreendido por uma história de amor pra Romeu e Julieta nenhum botar defeito. Com um roteiro dinâmico e cheio de surpresas (destruindo meu “aparentemente previsível”), somos envolvidos pelo romance de Dé e Nina e dá vontade de ter alguém do lado pra abraçar (pena que minha namorada também não faz parte dos Blogueiros Brazucah…). E o final…ah! Que delícia quando somos arrebatados por um grand finale memorável.

A atuação de Thiago Martins como Dé é sensacional e dá pra ver que não é porque ele é morador do morro do Cantagalo, onde se passa o filme, mas porque o garoto é bom ator mesmo. Sinal que o pessoal do grupo Nós do Morro está fazendo um excelente trabalho.

Enfim, eu recomendo. Mas não esqueça de levar namorado ou namorada! Nas próximas pré-estréias prometo que falo mais do filme e menos sobre as revoluções da Web (sou viciado nisso, fazer o que?).

E se seu blog está afim com a causa Brazucah, entre em contato com eles para fazer parte dos Blogueiros Brazucah.

Pablo Cabana

jun/08 18

Le Divorce

O site TCCANDLER criou um lista dos 100 melhores cartazes de filmes de todos os tempos (filmes americanos, eles sempre se esquecem de dizer). Eu não sou nenhuma autoridade cinéfila, mas com certeza Titanic e Outubro Vermelho estariam fora da minha lista. Dá pra ver que eles gostam do Tarantino, pois há dois dele nos 20 primeiros (Pulp Fiction e Cães de Aluguel). Mas o que eu mais gostei está lá pro final, em nonagésimo oitavo, chamado Le Divorce. O filme se passa na França (não vi, mas fiquei com vontade de ver) e o discreto detalhe da Torre Eiffel nos peitos da modelo é sensacional. Alguém podia criar um lista brasileira né? Alguém se habilita?

Observação Marketeira: Os caras desse site estão dando mole. Poderiam estar ganhando dinheiro vendendo estes posters. Eu compraria.

Pablo Cabana