nov/11 21

Como vocês já devem saber, fomos os responsáveis pela implementação da Fanpage no Facebook do Vestibular 2012 da FGV. E como vocês também já devem saber, a FGV é extremamente precisa com números, seja nos panoramas econômicos, seja em suas ações de publicidade.

Era necessário então ser muito preciso nos dados do Google Analytics gerados pela Fanpage. Algo praticamente impossível dentro do Facebook. Mas os Cabanudos estão aí pra isso, né não?

O fluxo era o seguinte:

1 – Peças publicitárias foram espalhadas pela web: links patrocinados, banners em portais, etc, etc.

2 – Essas peças apontavam para a Fanpage no Facebook.

3 – A Fanpage apresentava links para a página final de conversão, dentro do site da FGV, onde estudantes poderiam se inscrever no vestibular.

Necessidade: Descobrir a fonte do clique que caiu na Fanpage e saber quais usuários fizeram o ciclo completo, do primeiro clique até a inscrição no site da FGV.

Primeiro desafio: descobrir a fonte do clique que caiu na Fanpage.

Depois da implementação dos iframes pelo Facebook (FB), ficou muito mais fácil trackear páginas com Google Analytics (GA), mas um ponto é totalmente obscuro: em suas estatísticas, toda fanpage do FB sempre terá os links referentes como o próprio FB. Ou seja, impossível saber de qual campanha os usuários vieram para a página. Não importa se o clique veio do Terra, Globo.com ou Links patrocinados, no GA sempre aparecerá “statik.facebook.com†ou algo parecido.

Solução: apontar todas as peças para o endereço real da Fanpage (que, como toda fanpage, fica fora do Facebook) e, dentro desta fanpage, iniciar uma sessão do GA e redirecionar o usuário.

Procurando artigos na web, achamos nossa fonte de inspiração: http://www.savio.no/blogg/a/104/how-to-track-facebook-iframes-with-google-analytics . Neste link você encontra explicações mais precisas sobre nosso procedimento.

Mas isto não era suficiente, precisávamos ter certeza de que o usuário só iria pra fanpage depois de ter sido trackeado. Chegamos a este script, inserido no header.php de nosso WordPress (sim, a fanpage era toda controlada via WordPress):

<script type="text/javascript">// <![CDATA[
  //url para sua fanpage, esta é a do Vestibular FGV 2012
  var FacebookURL = 'http://www.facebook.com/vestibularfgv?sk=app_210568128988274';

  var _gaq = _gaq || [];

	//substitua o XXXX pelo seu id do GA
  	_gaq.push(['_setAccount', 'UA-XXXXXXX-XX']);

	//estas variáveis são meio obscuras.
	//mas podemos informar que assim simplesmente funciona
	_gaq.push(['_setDomainName', 'none']);
  	_gaq.push(['_addIgnoredRef', 'static.ak.facebook.com']);
  	_gaq.push(['_setAllowAnchor', true]);
	_gaq.push(['_setAllowHash', false]);
	_gaq.push(['_setAllowLinker', true]);

	// esta é uma função que vai rodar em looping até temos certeza
	// que a sessão no GA foi iniciada
	function checkIfAnalyticsLoaded() {
		//se já temos as variáveis do GA e não estamos dentro do iframe do FB
		// iniciamos a sessão do GA e colocamos a página em seu devido lugar,
		// dentro do iframe do FB
	  if (window._gat && window._gat._getTracker && self.location == top.location) {

		_gaq.push(['_trackPageview', '/nomeDaSuaPaginaAqui/']);
		setTimeout(top.location.href = FacebookURL, 200);

		//se já estamos dentro do Facebook, apenas faço o trackeamento normal
	  } else if (self.location != top.location) {
		 _gaq.push(['_trackPageview', '/nomeDaSuaPaginaAqui/']);

	 // se ainda não temos as variáveis do GA, rode esta função de novo em meio segundo
	  } else {
		setTimeout('checkIfAnalyticsLoaded()', 500);
	  }
    };

	checkIfAnalyticsLoaded();

(function() {
var ga = document.createElement('script'); ga.type = 'text/javascript'; ga.async = true;
ga.src = ('https:' == document.location.protocol ? 'https://ssl' : 'http://www') + '.google-analytics.com/ga.js';
var s = document.getElementsByTagName('script')[0]; s.parentNode.insertBefore(ga, s);
})();
// ]]></script> 

Além disso, precisamos do hack mais bizarro da história, para fazer isso funcionar no Internet Explorer (sempre ele):

<!--?php header('P3P: CP="IE is often a NIGHTMARE"'); ?-->

Insira esta bizarrice na parte mais top de seu código, na primeira linha de sua página.

Pronto, depois de zilhões de testes e muitos fios de cabelo a menos, resolvida a primeira parte. Agora vamos à segunda parte, que não foi tão difícil, mas precisou de mais mufa queimada.

Ora, se sabemos de onde o usuário veio, podemos modificar as variáveis dos links para página final e adicionar tags que identificarão o ciclo.

Os links normais na Fanpage eram assim (se você não sabe o que utm_source, etc, precisa se atualizar):

http://vestibular.fgv.br/curso/administracao
?utm_source=facebookFanPage
&utm_medium=linkSaibaMais
&utm_content=paginaCursos
&utm_campaign=vestibular_2012_1_promo

O que nós fizemos foi alterar estas tags dinamicamente, via php, caso detectássemos tags de acesso nos cookies do browser. Por exemplo, se o cara aterrissou na fanpage clicando em um link patrocinado no Youtube, ficaria assim:

http://vestibular.fgv.br/curso/administracao
?utm_source=facebookFanPage___youTube
&utm_medium=linkSaibaMais___linkPatrocinado
&utm_content=paginaCursos
&utm_campaign=vestibular_2012_1_promo

Então, no GA da página do vestibular, o marketing da FGV pôde saber exatamente quantos usuários completaram o ciclo. E além disso, nós guardamos no GA da própria fanpage os cliques através da nova ferramenta de eventos do GA.

Pronto. Deu tudo certo no final das contas. Tentei ser o mais breve possível e com certeza muita coisa está mal explicada, mas dava pra escrever um livro sobre isso. Estou às ordens se você publicar dúvidas bacanas nos comentários. Depois dessa e da ação para a Yogoberry, estamos craques em explorar os limites do Facebook (que por sinal mudam o tempo todo).

Pablo Cabana

jun/11 20

O site mais recente que colocamos no ar, a Ilha do Urso, tem como base de todo o seu conteúdo o Vimeo. Esta foi a primeira vez que utilizamos a API do Vimeo em um projeto cabanudo. Encontramos algumas dificuldades no início, principalmente por ser uma API relativamente nova, mas depois de algumas dores de cabeça conseguimos colocar tudo nos eixos. No final deste post, você pode fazer o download do exemplo abaixo, que puxa os filmes do álbum “Home” da Ilha do Urso, com arquivos fonte suficientes para desenvolver seus próprios projetos (sem a dor de cabeça que passamos aqui! :).

Nota: A Ilha do Urso é um usuário “plus” no Vimeo, portanto, ela pode controlar qual é a aparência de seus vídeos. É por isso que os vídeos abaixo tem os botões em branco, a logo do Vimeo não aparece, etc, etc. Tudo isso é controlado pelo Vimeo e NÃO através do Flash.

Algumas etapas antes de começar:

1 – Você precisa gerar um chave no Vimeo para fazer sua aplicação. É fácil e gratuito clicando aqui. Você vai substituir sua chave no código onde você encontra “public var VIMEO_KEY:String = “SUA_CHAVE_AQUI”;”

2 – A classe com.vimeo.api.VimeoPlayer é a classe fornecida pelo Vimeo com pequenas melhorias minhas. Uma delas é a utilização de um evento simples para saber quando os botões do player desaparecem, para controlar o botão “Fechar”.

3 – Outra melhoria na classe é a possibilidade de colocar o botão FullScreen no player. Lembrando que você precisará controlar o tamanho do player manualmente, pois o fullscreen é para todo o objeto flash e não só o player. Fique tranquilo que no exemplo já está tudo mastigado para você. Outra observação importante quanto ao fullscreen é que você precisa colocar “allowfullscreen: “true”" nas flash vars do seu html.

4 – A principal dor de cabeça de utilizar a Vimeo API é o problema do cross-domain. Não vou entrar em detalhes, mas você só precisa saber que tudo funcionará perfeitamente com o script que você baixa aqui. :)

5 – Para retirar o vídeo, há o método “destroy”, que também mastiguei para você. Então não precisa se preocupar com problemas de consumo de memória!

6 – Utilizo neste exemplo as incríveis bibliotecas TweenMax e AS3Signals.

7 – Não é meu objetivo construir uma “biblioteca”, um “projeto open source” ou algo do gênero. Só estou compartilhando minha experiência. Vou responder às dúvidas nos comentários na medida do possível.

8  - IMPORTANTE: Não estou interessado em escrever “códigos elegantes”, mas sim em fazer a bagaça funcionar. Portanto, não espere classes otimizadas até o último fio de cabelo. Eu coloquei todas as variáveis para “public” e fui me divertir. Tenho mais o que fazer!

Baixe os arquivos fonte aqui.

Siga-me no Twitter.

Pablo Cabana

mai/11 30

I think it will interest a lot of foreign people. So, scroll down to english translation!

É tudo verdade. Os boatos sobre a possibilidade de exportar projetos Flash para aplicações nativas para iOS e Android são todos reais. Acabo de instalar uma versão trial do Flash CS 5.5 e em questão de minutos coloquei um sistema de certificação que construímos em parceria com a Moleque de Idéias para rodar nas três tablets que temos aqui: iPad2, Motorola Xoom e Samsung Galaxy Tab. Na imagem aí de cima você pode conferir. O mesmo código, os mesmos movieclips, tudo rodando redondinho nas 3 tablets, no browser e numa aplicação desktop Adobe Air.

E veja que não se trata de apenas uma aplicação bobinha. É um verdadeiro sistema de certificação que realiza diversas tarefas complexas como:

- Download de arquivos compactados .zip
- Descompressão destes arquivos .zip
- Análise de XML
- Comunicação com serviços JAVA via URL com método POST para login, respostas, timer, etc.

É óbvio que algumas otimizações podem ser feitas, mas eu fiquei mesmo surpreso com a qualidade da performance e com a facilidade do processo.
Eu já havia feito testes com as versões anteriores do exportador (que eram horríveis), mas esta última, a 2.6, é realmente um salto quântico frente às anteriores.
Enfim. Um horizonte de possibilidades acaba de se abrir! :)

______________

It is all true. The gossip about the possibility of exporting Flash projects to native apps for iOS and Android are all real. I just installed a Flash CS 5.5 trial version  and in a couple of minutes I’ve put a certification system we did in partnership with Moleque de Idéias to run in the three tablets we have here: iPad2, Motorola Xoom e Samsung Galaxy Tab. On the image above you can see it. Same code, same assets, everything running flawlessly in the 3 tablets, in the browser and in a Adobe Air desktop app.

Pay attention that it is not a simple app. It is a real certification system that does complex tasks like:

- Download zip files
- Unzip those files
- XML parsing
- Comunication with JAVA services through URL with POST methods to login, answers, timer, etc.

It is obvious that some optimizations can be done, but I am really surprised by the performance and how easy the process was.
I’ve already have done some tests with previous versions of the exporter (all horrible), but this last one, 2.6, is really a quantum leap in front of the previous ones.
Anyway. A horizon of possibilities has just opened up!

Pablo Cabana

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jan/11 21

Depois de redesenharmos a identidade visual, como já falamos aqui, chegou a hora de publicarmos o novo website da Espuma da Praia, o grupo de pousadas mais charmosas de Saquarema. Como o produto fala por si (dá uma olhada no visual que se tem das pousadas – uma em frente ao Point de Itaúna, onde rolam as melhores ondas do Brasil e outra num dos lugares mais discretos de Itaúna), decidimos explorar bem as fotografias, deixando a navegação bem limpa, com fotos em tela cheia mostrando as belezas das pousadas.

Faça uma visita: http://www.espumadapraia.com.br/

Este é mais um site utilizando o fantástico Gaia Flash Framework.

jun/10 17

Há 2 semanas atrás, estive em Nova York para visitar meu irmão e aproveitei a oportunidade para trocar figurinhas com o pessoal que trabalha por lá. Enviei e-mails para diversas agências de publicidade e interativas e minha única resposta (tirando as respostas automáticas, óbvio) foi a do simpático Joshua Hirsch, “Ministro de Tecnologia” de umas das agências mais premiadas da atualidade, a Big Spaceship, indicada a agência da década pela AdWeekMedia e responsável por ações históricas como a HBO Voyeur, indicada também à campanha da década. “You are absolutely welcome to stop by the shop when you are in town”, ele disse.  E lá fui eu, de humilde, bater na porta dos caras.

Quando contei a ele que era o único a ter respondido meus emails ele me respondeu: “É porque nossa cultura é de colaboração.” Excelente resposta, era mesmo o que eu esperava ouvir. O pensamento em rede, onde as conexões são mais fortes do que o conteúdo que trafega por elas, é a forma de pensamento que está tomando conta do mercado e fazendo empresas se revolucionarem. A internet chegou e não há mais volta. Agir como se a informação fosse mais importante do que as conexões é estar com os dias contados. “Information wants to be free”, já disseram por aí… Mas este não é um post sobre redes. Você pode aprender mais sobre isso na Escola de Redes.

Josh me apresentou a empresa e contou um pouco sobre sua metodologia. Para cada projeto, monta-se uma equipe de desenvolvedores, designers e plenejadores que sentam todos próximos uns aos outros. Antes havia a “ala dos desenvolvedores”, a “ala dos designers”, mas misturar todo mundo mostrou-se ser muito mais produtivo (redes! conexões!).

Joshua apresentando a Big Spaceship

Joshua apresentando a Big Spaceship

Com o porte que tem, a Big Spaceship recebe dezenas de pedidos de orçamento por dia, mas, como eles mesmos se intitulam, a BS é uma “boutique” especializada em projetos inovadores e de alto impacto. Como selecionar quais clientes atender?

Os fatores FFF. Fame, fortune and fun. Vai render visibilidade e prêmios? Vão pagar bem? Vai ser divertido? Excelentes critérios, não? Entrar em um projeto com prazer e aquela vontade de “arrasar” é o melhor método para criar soluções realmente geniais.

Também conversamos sobre como o mercado publicitário está mudando. Há cinco anos, as grandes agências de publicidade tratavam as agências interativas como meros “executadores” das diretrizes criadas por elas. O que se vê hoje, é que há o início do processo reverso. O pensamento interativo, onde internet é a malha que conecta todas as mídias e permite novas interações, está começando a ditar o que as mídias offline devem fazer. Tudo fica mais integrado e eficiente (redes! conexões!).

Aqui na Cabana já ocorreram diversas vezes de clientes que chegaram apenas para realizar a parte online e, ao entender a forma cabanuda de pensar as mídias, tiraram seus trabalhos offline de outras agências e colocaram em nossas mãos. A tendência é essa. Quem não mudar sua forma de pensar ficará pra trás.

Outro ponto interessante é que toda sexta-feira eles investem em projetos próprios. Qualquer funcionário pode dar idéias do que realizar e eles caem dentro. Foi assim que surgiu o famoso showcase de preloaders Pretty Loaded, e o recente The Most Awesomest Thing Ever, uma divertida batalha para eleger “a coisa mais fodassa de todos os tempos”.

Finalizei a conversa com a pergunta: “e sobre esse gigantesco buzz sobre Apple x Adobe, o que você acha?”.

“Nós não temos desenvolvedores Flash por aqui, nós temos desenvolvedores. Eu não sei se Flash estará aqui daqui a 5 anos, não há como prever, mas se alguém for especializado apenas em Flash, esse alguém não estará mais aqui nos próximos 5 anos.” Não precisa nem comentar, né?

Dei uma passada também na famosa Apple Store do Central Park e presenciei a febre do iPad. “Sold out!”, o vendedor me disse.

iPadFever

Pablo Cabana

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abr/10 30

siteGarden

Acaba de sair do forno mais um website cabanudo: Garden Flowers – Arte Floral e Decoração – Vitória, Espírito Santo.

Esse foi um cliente legal: uma empresa que nem havia sido criada ainda, que chegou aqui pela internet, curtiu o estilo cabanudo e percebeu que vale a pena pagar um pouquinho a mais para ter uma identidade visual bacana, mesmo quando se está apenas começando. Gostaram tanto que depois embarcaram no projeto do website, resistindo à tentação de pagar R$800 pros micreiros de plantão. Parabéns à Garden Flowers pela coragem! Mas o resultado valeu, não concordam?

Pra galera geek:

Essa foi nossa primeira incursão no maravilhoso mundo do “Gaia Flash Framework“. A curva de aprendizado é um pouquinho pesada no início, mas depois que você pega o jeito, fica tudo bem bacana. Gaia organiza o esqueleto do seu projeto e cuida de vários processos “low-level” que muitas vezes tomam extensas horas de desenvolvimento. Ou seja, você tem mais tempo para tentar atingir o nível do pixel perfeito. Outros sites utilizando Gaia já estão no forno.

Nenhuma Timeline: esse é o primeiro site que lançamos que contém ZERO timeline. Não existe nenhum “Frame 2″ e todas as animações são feitas utilizando a fantástica engine TweenMax. Tudo fica mais fácil de controlar e reformular. Recomendo o estudo.

Pablo Cabana

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abr/10 09

500x_Safari1_01

A Apple acaba de anunciar seu contragolpe ao Flash CS5, que pode exportar arquivos swf para o formato de aplicativos do iPhone. Ela acaba de mudar o “Developer Program License Agreement” para, sem citar a Adobe, proibir seu uso. Na entrada 3.3.1 há o seguinte:

Applications may only use Documented APIs in the manner prescribed by Apple and must not use or call any private APIs. Applications must be originally written in Objective-C, C, C++, or JavaScript as executed by the iPhone OS WebKit engine, and only code written in C, C++, and Objective-C may compile and directly link against the Documented APIs (e.g., Applications that link to Documented APIs through an intermediary translation or compatibility layer or tool are prohibited).

E utilizar uma “camada de compatibilidade” é justamente o que o exportador do Flash CS5 faz.
Este golpe é o indício final de que as críticas aos concorrentes, “Adobe is lazy, Google is evil”, está longe de ser por “uma web melhor e livre”, mas por uma luta feroz por um mercado bilionário.

A declaração do Adobe sobre o assunto: “We are looking into the new SDK language. We continue to develop Packager for iPhone OS which will debut in Flash CS5″.

E o evangelista da Adobe, Lee Brimelow, em seu Twitter: “Hopefully everyone understands that me commenting on legal matters is equivalent to Tiger Woods commenting on [insert joke here].”


Pablo Cabana

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abr/10 08

Deparei-me com essa invasão de pixels no Youtube que me levou ao fantástico portfolio dos franceses da One More Production. Inspirador.

Pablo Cabana

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mar/10 24

Quando o iPad foi lançado, em janeiro de 2010, veio a bomba: não há suporte ao Flash. Minha primeira reação, e a de muitos outros na web, foi “Steve Jobs, eu odeio vocêâ€. Afinal, é muito cara de pau dizer que o novo dispositivo ofereceria “the ultimate browsing experience†quando uma grande porcentagem das “ultimates experiences†na web está na plataforma Flash. Get used to the Blue Legos. Até Hitler ficou bolado.

Mas eu parei para refletir (e ler um zilhão de artigos relacionados) e hoje posso dizer: Obrigado, Steve Jobs. Entenda o porquê.

A primeira razão desse agradecimento é que isto obriga a Adobe a se mexer. Seu Flash Player está tão difundido no mercado, que é praticamente inviável pensar em fazer aplicações ricas para a internet (quando eu digo ricas, não falo apenas de botãozinhos elegantes) sem ter que gerar um swf. Silverlight, Java? Esqueça. Ninguém supera os 90% de penetração da Adobe. E como acontece em qualquer mercado, a dominância absoluta gera desleixo e preguiça.

openscreen

E a resposta da Adobe já estava em desenvolvimento desde o lançamento dos primeiros iPhones sem Flash: The Open Screen Project. Unido aos maiores líderes da indústria da tecnologia como Nokia, Google, Motorola, LG, entre outros, com exceção da Apple, óbvio, a empresa liberou os direitos do formato SWF para qualquer dispositivo, além de tornar open-source diversos frameworks e disponibilizar o Flex SDK para download. A SDK é o compilador utilizado para gerar arquivos swf. Portanto, você pode utilizar programas de desenvolvimento totalmente gratuitos, como o Flash Develop e criar arquivos swf sem ter que pagar um tostão sequer à Adobe.

Com isso, a difusão maior do Flash Player em QUALQUER dispositivo faz com que a vida fique muito mais interessante. Imagine criar um aplicativo, apenas um, que rodará em todos os browsers, celulares, televisões, relógios, carros, privadas, piscinas, etc, etc , etc. Isso não é um sonho maravilhoso para desenvolvedores e clientes?

E o iPhone continua de fora? Não mais, o novo Flash, o CS5, permitirá exportar arquivos no formato de aplicativos para iPhone. Ponto para a Adobe.

E mais, Tobias Schneider criou um Flash Player feito em puro JavaScript. O que significa que é possível rodar swfs sem plugins nenhum. Visite estes links no seu iPhone e surpreenda-se.

A segunda razão do agradecimento: toda a atenção voltada para o HTML5. A informação sobre isso de repente se multiplicou. Muitos se apressam em dizer que é o fim dos plugins, e, principalmente, o fim do Flash, pois com o HTML5 seria possível fazer tudo que o Flash faz. Será mesmo? Acompanhe-me.

1 – Você conhece CSS, você conhece HTML. Você já fez diversos websites bacanas. Quantas vezes você não quis destruir o seu CPU porque em cada browser seu website funcionava de uma forma diferente? E isso com coisas simples, como a posição de um botão. Imagine como será desenvolver aplicativos 3D, com linguagens visuais ultra complexas com HTML5. Prepare-se para perder cabelos.

2 –“ HTML5 Will crash tooâ€. Muitos reclamam que o Flash player trava demais. Mas isso é uma afirmação um quanto ingênua. Pense: onde mais pessoas estão tentando desenvolver motion detection,  3D runtime ultra robusto ou vídeos pornográficos personalizados com a sua foto? Flash permitiu aos desenvolvedores explorar os limites da criatividade, mas também os obrigou a ter bastante cuidado com performance. E esse cuidado requer grande habilidade com códigos, o que nem sempre é acessível a todos. E o resumo da ópera é o seguinte: saiba que um monte de sites em HTML5 vai congelar seu computador também. Quer um exemplo prático? Visite este link demonstrando o tão esperado <canvas> tag no seu iPhone e no seu browser e note a VISÃVEL diferença de performance.

3 – Tenho certeza de que a Adobe está amando HTML5. Os padrões atuais são os principais impeditivos para que o Flash Player possa fazer mais do que já faz. Há 10 anos o Flash vem empurrando as barreiras do que é possível fazer na web e estou certo de que continuará assim. Se agora códigos HTML puros poderão fazer o que o Flash faz hoje, ótimo, pois poderemos nos preocupar com os próximos passos. Realidade Aumentada, novas formas de navegar, interações nunca antes pensadas, este sempre foi e continuará sendo o caminho do Flash.

4 – Veja 25 exemplos de sites supostamente ultra modernos feitos em html5. Lembrando que só funcionam em alguns browsers (esqueça o Internet Explorer). Agora dê uma olhadinha no FWA, que mostra os mais interessantes websites de toda a web. Sacou a diferença? Moderno, ao meu ver, é muito mais que botãozinhos que mexem suavemente.

5 – E claro, não poderíamos nos esquecer da tag <vídeo>. Antes de sair por aí dizendo que HTML5 será A solução para vídeos, veja a palestra de um dos principais desenvolvedores da nova linguagem, Ian Hickson, quando ele fala sobre os formatos e codecs. “There is no solution yetâ€. Mergulharemos na era das trevas pré-flash quando não havia padrões para vídeo novamente?

Enfim, não estou aqui para defender a Adobe. Pode ser que o Flash pereça mesmo. Mas é óbvio que quem está envolvido com Flash tem uma visão de empurrar os limites e isso é imperecível. E eu faço minhas apostas de que a Adobe vai continuar gerando soluções interessantes para suprir esta demanda pelo novo, pelo instigante, por aquilo nos emociona na web. E se não for a Adobe, será outra. A visão inovadora que o Flash nos trouxe não terminará.

E a terceira razão são as novas possibilidades de negócios, pois os clientes precisam comprar mais para se manter presentes em todas as mídias. Quero experimentar de tudo. Aplicativos para o iPhone? Em breve um cabanudo numa Apple Store perto de você. E uma dica: prestem atenção no Unity3D (mais um plugin!), ele vai explodir em 2010.

Apesar de estar tão agradecido, continuo odiando o Steve por algumas razões. Estou com um iPhone faz 2 meses e agora posso dizer:

1 – Tudo bem, você diz que Flash é lixo e será substituído. Pode ser. Mas até lá o que faço? Quantas e quantas vezes eu precisarei enviar um link pra mim mesmo, “esse site deve ser o máximo, vou enviar o link pro meu email e ver quando estiver em um CPU de verdade�

2 – A Apple Store não é a web. 15000 aplicativos? Que lixo! Muito chato você me dizer o que posso ou não usar no meu iPhone.

3 – Ok. Mas eu te perdôo por essa navegação touch que você criou. Tenho que dar o braço a torcer.

No entanto, o mesmo que disse sobre a Adobe também se aplica à Apple. Domínio absoluto nos SmartPhones: arrogância, inflexibilidade às demandas do mercado. Será que alguém vem no caminho? Por enquanto, o Google Nexus One parece fazer frente. Que, aliás, roda o Flash Player magnificamente.

Pablo Cabana

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mar/10 02

As coisas mudam de forma cada vez mais veloz e quem tiver o “faro” de saber qual será o novo Big Bang ganhará, e muito.
O vídeo abaixo, da Trendwatching, mostra como coisas que hoje são status quo há pouco tempo eram desconhecidas. O vídeo faz parte da série “6 Trend Videos“, vale conferir.

Pablo Cabana