nov 17

Eu já tinha falado aqui do Desencannes, onde você pode conferir peças mirabolantes que nunca serão veiculadas. Mas hoje eu descobri o Funnyplace, onde estão as peças mais divertidas que FORAM publicadas, o que torna tuda mais engraçado.

Humor é algo eternamente funcional na propaganda. Podem falar de revolução da WEB 2.0, prosumidores, long tail, mas uma boa sacada de humor sempre será relevante e chamará a atenção do público. Por isso, o Funnyplace é, mais do que um lugar para dar risadas de doer a barriga, um lugar para se aplaudir.

A genial peça aí de cima, LifeGuard Pepsi, e o vídeo abaixo (de uma bebida que não é vendida aqui no Brasil, o Mountain Dew) eu pincelei de lá só para vocês terem uma idéia de como é bacana.

Pablo Cabana

out 20

Como eu já havia falado aqui, faço parte da Rede Blogueiros Brazucah e participo de algumas pré-estréias dos filmes lançados pela Brazucah, e nesta última quinta-feira, fui assistir ao filme “Última Parada 174″ de Bruno Barreto.

O filme é uma ficção baseada na trágica história real de Sandro Rosa do Nascimento, sobrevivente da Chacina da Candelária e protagonista do sequestro do onibus 174, em junho de 2000, que já havia sido tema do excelente documentário “Ônibus 174″. Mas quem pensar que se trata apenas de uma “refilmagem” do episódio, erra feio. O roteiro de Bráulio Montovani leva pra telona uma história rica em personagens, onde o ônibus sequestrado não é o foco e serve somente como “agente de tensão”, pois sabemos ser este o desfecho.

A questão continua a mesma: quem é a vítima de toda essa violência que explode em nossas cidades? Uma velha questão na qual o cinema brasileiro parece ter se fundido. Não nego estar meio já “debatido demais” sobre as mazelas de nosso país (não é à toa que gostei tanto do internacionalíssimo filme de Selton Mello “O Cheiro do Ralo”), e ver isso de novo nas telas tá ficando um pouco chato, mas, graças às brilhantes atuações de Michel Gomes (Sandro) e Marcelo Melo Jr. (Alê Monstro) e à criativa adaptação de Bráulio Montovani, “Última Parada 174″ torna-se um filmásso. Tente esquecer a última centena de filmes feitos sobre “quem é a vítima no Brasil?” e vá pro cinema preparado pra curtir uma boa dose de emoção muito bem produzida.

A sessão foi nos estúdios da Paramount aqui no Rio de Janeiro e a maior polêmica de todas foi a sala de cinema politicamente incorreta, onde é permitido fumar (com direito a cinzeiro nas cadeiras e tudo). Olha só o cartaz na entrada (desculpem a falta do flash no meu Sony Ericsson W380):


(”Os cigarros devem ser jogados nos cinzeiros localizados atrás das cadeiras”)

No final, rolou uma conversa bem legal com os protagonistas, onde eles nos contaram sobre como foi a caminhada até protagonizar um filme (ambos fizeram participações em Cidade de Deus) e também sobre as preparações de cena para o filme (prestem bem atenção em como Michel está “possuído” na cena do sequestro). Além, é claro, de ser super bacana encontrar com os caras em carne e osso logo depois de vê-los na telona.

Pablo Cabana

set 22

O pessoal do Estalo já havia comentado sobre uma tendência atual de se fazer filmes de propaganda com hits dos anos 80. Mas qual foi o meu espanto quando eu, fã  inveterado do Deep Purple, reparei que duas campanhas de carro estão utilizando sucessos da banda simultaneamente. A primeira foi feita pela Ãfrica para divulgar o Pajero TR4 Flex 2008 e usa a música “Burn”. Já o segundo tem autoria da Neogama/BBH e mostra o novo Renault Scénic Kids com o fundo musical sendo aberto pela grito mais do que clássico de Ian Gillan em  “Highway Star”. O horário da propaganda ficou mais divertido! Você confere as duas peças e as músicas na íntegra aqui no Cabanoblog.

Burn - Deep Purple

Highway Star - Deep Purple

Pablo Cabana

set 08

Logo logo, tudo que você entendia sobre “websites”, “interatividade” e “internet” vai mudar radicalmente e a diferença entre online e offline vai desaparecer por completo. Haverá nisso uma marca simbólica, que eu chamo de GigaNet, quando será viável a todos conexões de mais de um Gigabyte por segundo. Neste ponto, não haverá barreiras para o tráfico de informação e precisaremos repensar completamente os limites de nossa imaginação. Mas por hora, enquanto isso ainda é apenas uma previsão profética cabanística, algumas empresas nos dão amostras de possibilidades altamente surpreendentes.

Visitem o Nokia Music Almighty para entender do que eu estou falando. Escolha um estilo e carregue uma foto sua. Aí já vemos uma inovação poderosa: uma interface 3D personalizada, digna das caracterizações do Winning Eleven. Mas calma, isso não é nada perto do item “sing a song”. Clicando lá, você coloca seu numero de telefone (não precisa ser Nokia!, me ligaram no meu Sony Ericsson - não esqueça de colocar o DDD antes do seu número), recebe uma ligação automática na hora e pode começar a cantar. Ao terminar, em menos de 1 minuto sua voz já está disponível no site e a cabeça personalizada com a sua foto começa a cantar a sua voz. Simplesmente incrível. Depois, é possível pegar o código “embed” e publicar onde você quiser. Eu só não publiquei direto aqui porque já começa com uma musiquinha e acredito que vocês não querem musiquinha quando entrarem no Cabanoblog. Clique na minha foto “Animal Rocker” para me ouvir cantando (não sou cantor, diga-se de passagem).

Isso tudo, é claro, sem falar na total coerência com o posicionamento da Nokia, “Connecting People”. Nada mais do que genial.

Pablo Cabana

set 03

A Brazucah está com mais uma iniciativa bacana para promover a cultura independente. Toda primeira quinta-feira do mês, à partir de amanhã, acontecerá a Pipoca Verde, nas palavras da própria Brazucah:

“Com o intuito de movimentar as quintas da Lapa aliando sessão de longas independentes e festa dançante, pensante, interativa, PIPOCA-VERDE é mais uma iniciativa da Rede Brazucah - coletivo de estudantes que há 3 anos vem promovendo o cinema brasileiro nas universidades do Rio e São Paulo.

PIPOCA-VERDE vai fazer do Cine Lapa ponto de difusão da (boa) produção cinematográfica contemporânea que não vem tendo seu espaço nas telinhas comerciais, e ponto de encontro pra quem curte a mistura cinema+festa. O público poderá conferir longas brazuca que ficaram pouco tempo em cartaz, e produções audiovisuais dos 4 recantos do mundo. Após a sessão, Música Popular, Polêmica, Phunk, Punk, Preta, Poética, Psicodélica…, saindo do comum e das Velhas Classificações!”

Neste primeiro evento o filme exibido será Wood & Stock, de Otto Guerra. Depois a noite ficará na mão (no som!) do Coletivo Carnavália, com DJ Bob Pai (RetrôSoulBossas), DJ LEK (AfroRareGrooves), DJ Marcelo M. (EletroPhunkJazzy) e Dj Laura como convidada especial.

Saiba mais no blog da Rede Brazucah.

Infos:
Quinta-feira, 04 de setembro
Cine Lapa (Av. Mem de Sá, 23 – Lapa) Tel. 2266-1014/2509-5166

INGRESSO CAMARADA PRA DEIXAR A PIPOCA DOCE
R$10,00 – R$7,00 c/ filipeta (imprima a sua aqui)

CONTATOS
Maria Pereira: 2509.2722 / 9999.4356
Julia Carvalho: 9913.9203 / 8753.7781

ps: Os 5 primeiros que encontrarem o convite escondido no site da Brazucah entram de graça e ganham direito de assistir à palestra fechada de Marco Aurélio Marcondes da MovieMobz.

Pablo Cabana

ago 25

Já tinha falado aqui sobre a WEB2.0 e suas infinitas possibilidades de interação, geração de conteúdo, etc, etc. E lembrei hoje de um site que já tinha visto há algum tempo mas esqueci de postar aqui: o Deus não é surdo. Trata-se de um bem humorado manifesto contra os crentes que acreditam ser o volume da pregação o melhor meio de fazer Deus escutar as preces. Lá você pode compartilhar relatos, eleger um “Ranking” das igrejas mais barulhentas e se juntar a pessoas mobilizadas para fazer valer a tão sagrada Lei do Silêncio.

Uma boa idéia, um pequeno grupo de pessoas para iniciar o projeto e um estrondoso manifesto que já repercutiu no jornal O Dia,  Jornal O Globo, na Rádio Itatiaia que realizou esta entrevista ( entrevista ao vivo) sobre a repercursão do site e outros meios de comunicação como Terra, Folha WEB, Gazeta. Sem a WEB2.0, isso seria definitivamente impossível.

E pra finalizar, o slogan do manifesto é sensacional. O lado publicitário da campanha está impecável. Veja no banner abaixo.

Pablo Cabana

ago 06

No último fim de semana, dias 1, 2 e 3 de agosto, rolou, em Pindamonhangaba, o primeiro encontro unificado da Rede Brazucah, o grupo de propagadores que leva o cinema nacional através da Brazucah no meio universitário. Foi bacana ver tanta gente (em torno de 100 pessoas) interessada em discutir, promover e alimentar o cinema nacional.

Eu estive por lá  no sábado e cheguei junto com Frederico Cardoso, coordenador institucional da Programadora Brasil, e Gabriela Carriço, produtora de circuitos, que apresentaram a Programadora Brasil e sua importância na promoção do acesso a filmes brasileiros. Se você tem ou deseja ter um Cineclube, fale com eles!

Minha presença foi para conhecer o trabalho da Brazucah mais de perto, mas acabei aproveitando a oportunidade para falar um pouco aos agentes da Rede sobre como a Web pode potencializar a formação de uma rede e sua mobilização. Atuando mais como um incentivador do que como palestrante, tentei deixar claro que o “Marketing Viral”, termo tão na moda e tão requisitado ultimamente, não acontece (na imensa maioria das vezes) espontaneamente e requer um forte trabalho braçal postando notícias e comentários em blogs, levantando idéias em foruns, comunidades e afins e investindo tempo em redes sociais como Orkut e Facebook. Enfim, quis mostrar quão importante é mesclar o trabalho de propagação offline com o online.

Antes da minha chegada houve a palestra de Geraldo Moraes, presidente da Coalizão Brasileira pela Diversidade Cultural, que contextualizou a importância da difusão do cinema brasileiro como uma ferramenta de defesa de nossa diversidade cultural e também de Solange Lima, presidente da ABD Nacional, que mostrou um panorama das ações da ABD no Brasil e falou da importância da militância pró cinema brasileiro nas esferas política e social. Infelizmente não deu para eu assistir.

Pablo Cabana

ps: o cara do meu lado, à esquerda, é o Marco, da Brazucah, que está à frente da coordenação da Rede Brazucah. Abração Marco!

jul 30

Como vocês já devem ter visto no meu último post, eu não vou muito com a cara da Microsoft. Contudo, tenho que reconhecer quando os caras acertam a mão, principalmente quando se trata de uma jogada de marketing bem feita.

A coisa começa na própria essência escrota da Microsoft: eles sempre lançam a nova versão do Windows cheia de bugs, só pra ser o detentor da “última novidade” e a coisa só fica decente (quando fica) depois de sérias atualizações. O Windows XP, por exemplo, é bacanérrimo, mas só ficou bom mesmo depois do pacote de atualização SP2.

Isso acabou gerando um estigma para a empresa. Quem entende de computador já sabe: “Nunca instale a nova versão do windows antes de saírem as atualizações.” E assim tudo correu pacificamente para o relaxamento da Microsoft e desespero dos usuários, que não tinham pra onde correr.

Agora, entretanto, as coisas estão diferentes. Os “vacilos” do Windows estão dando margem para o crescimento de concorrentes com força real: o Linux, que é gratuito e agora efetivamente conta com uma compatibilidade e usabilidade para Windows nenhum botar defeito e o MacOs, da Apple, que chega com imensa força pois os preços dos computadores mais chiques do mercado caíram exponencialmente.

Como era de se esperar então, o Windos Vista, último sistema operacional da Microsoft, foi rejeitado drasticamente. Na sinceridade, usei diversas vezes e achei ótimo. O grande problema é que ele consome muito do CPU, o que o torna um elefante branco em computadores que não estejam com as configurações mais modernas. Ou seja, eu continuo no esquema “vamos esperar mais um pouco para usá-lo”.

O que a Microsoft fez então para mudar esta imagem? The Mojave Experiment. Eles foram a grandes corporações para apresentar um suposto sistema operacional “Mojave” e perguntavam: “O que vocês acham do Vista?” e todos respondiam: “Uma droga.”. “Então que tal experimentar o novo Mojave?”.

A galera usa o Mojave, adora, faz super elogios e depois descobrem, com o queixo no chão, que na verdade o Mojave é o Windows Vista. Excelente uso do clássico teste-cego. Parabéns aos malditos discípulos do Bill Gates. Visite o site do Mojave Experiment.

Pablo Cabana

ps: o site é da Microsoft, mas nada de usar o aplicativo deles, o SilverLight. É tudo feito em Flash e Papervision3D. Isso é que é não confiar no próprio produto…
Adendo 09/09/08: Parece que os caras perceberam a mancada e mudaram para Silverlight. Em Flash estava bem mais bacana.

jul 23

Deu hoje no jornal O Globo: “Juiz condena Microsoft e Americanas.com - Empresas são acusadas de concorrência desleal em publicidade online no MSN” .(leia a notícia online relacionada aqui). Se já não bastasse as malditas telas azuis de panes do Windows, a insistência em lançar softwares incompletos que estressam seus usuários e mais no mínimo outros 10 motivos para odiar a Microsoft, agora a turma do Bill Gates vem com essa: eles distorcem resultados da busca do MSN para fazer com que empresas que pagam um jabá se “infiltrem” nos resultados. A descoberta foi feita pelos donos da www.saciperere.com.br, uma pequena empresa brasileira. Eles perceberam que ao clicar no resultado “SaciPererê”, ao invés de ir para a página deles, eram direcionados para a página da Americanas.com. E perceberam também que o mesmo ocorria para Casa&Vídeo e PontoFrio, e ainda havia links patrocinados “encontre www.saciperere.com.br ou www.casaevideo.com.br” que levavam também à Americanas.com.

Mais uma vez a Microsoft demonstra seu patético posicionamento “foda-se o usuário” e nos mostra como não podemos confiar em seus serviços. É por essa e por muitas outras que eu amo a Google e ultimamente ando enamorado com a Adobe.

Fica o desabafo.

Pablo Cabana

jun 06

Estamos no ar há menos de um ano, mas já estamos conquistando algum espaço entre os trilhões de blogs na web. O Antonio Beux, responsável técnico do website e aluno do curso de design da Faculdade da Serra Gaúcha indicou o Cabanoblog no seu “Blog de Blogs“. Valeu Antonio!