out 10

Essa eu vi ontem no divertidíssimo Desencannes. Um site que traz, nas palavras deles, “a propaganda que não existe. Imaginária. Engraçada. Absurda. Sem compromisso. A publicidade fazendo humor de si mesma. Para brincar e se divertir.” Só de pensar nesse anúncio aí de cima eu já começo a rir de passar mal. Muitos dos mais de 60 comentários que deixaram sobre esta peça criada por “Carioca e Cabelo” no Desencannes discordam de mim, mas é uma das melhores sacadas que já vi!

Visitem o Desencannes e conheçam outras maravilhosas pérolas da propaganda impublicável.

Pablo Cabana

set 19

Vocês nem devem lembrar, mas um dia o mundo das buscas na web já foi dominado pelo Yahoo! Aqui no Brasil tinha até o famoso Cadê?, comprado pelo Yahoo!. Como bem sabemos, depois veio o Google com seu revolucionário sistema de relevância nas buscas e acabamos quase que esquecendo os outros procuradores. Alguém aí usa algum outro sem ser o Google? Raros são os que dirão sim.

Mas como em qualquer mercado, as coisas estão sempre mudando. Hoje em dia todos os buscadores utilizam inteligências de busca similares ao Google e tentam torná-las ainda mais eficazes. Principalmente agora, quando a web apresenta uma absurda abundância de informação, onde fica cada vez mais difícil encontrar exatamente o que procuramos.

Pois bem. Todas as segundas-feiras eu me encontro com meu camarada Leonardo Valverde para estudarmos um pouco de sânscrito (se quiserem aulas com o Leo, me falem que eu passo o contato) e no momento estamos nos divertindo à pampa traduzindo o Shiva Sutra. Então, estávamos exatamente traduzindo o verso 15 quando nos deparamos com uma palavra foda: svÄpa (a pronúncia é suaapa). Seu significado era fundamental na frase e não estava no dicionário do Leo, não havia nada na gramática e, pasmem, o Google não fazia a menor idéia do que estávamos procurando e só nos dava resultados com a palavra svapa (o tracinho em cima muda tudo na sânscrito).

Foi então que veio a luz: Porque não o Yahoo! ? Batata! Na primeira página, recebemos uma série de resultados sobre o que estávamos procurando (svÄpa  = dormência dos sentidos, inconsciência) e mais, tivemos acesso a outras diversas fontes sobre sânscrito que nem imaginávamos existir.

Ou seja, vamos ficar ligados porque o Google não é mais tão soberano. Lembrem-se sempre da máxima do primeiro lugar: “A tendência do líder é se acomodar.” E para o Yahoo, parece estar valendo a máxima do segundo colocado: “We try harder.”

O verso 15, afinal, ficou assim: “Com a mente fixa no coração, vê-se a dormência do percebível.”

Complexo, mas reflita bem. Tudo a ver com este post, né?

Pablo Cabana

abr 30

Estava eu chegando do Rio, rumo a mais um dia de labuta na Cabana, quando a van vira na esquina da Praia das Flechas e a visão da Baía de Guanabara recebendo um enorme swell faz minha espinha gelar. Quem surfa entende. Itapuca quebrando clássico é como receber o telefonema daquela gostosona que você sempre paquerou: não importam seus compromissos, você TEM que comparecer. E foi nesse clima que eu saí correndo da van, peguei a prancha emprestada do primeiro camarada que encontrei (que foi o Henrique – o maldito caiu praticamente sozinho na madrugada anterior) e fui pra água. O trabalho que esperasse!

Remei pro pico, me posicionei apertado entre os infinitos surfistas presentes e senti bem de pertinho o que a imagem abaixo quer dizer: aquela tão propagada “paz de espírito†trazida pelo surf não se aplica a dias como esses.

Pai, afasta de mim este crowd

Era necessário gritar alto e raivosamente em cada onda e rezar pra que ninguém se jogasse na sua frente ou te empurrasse no meio do drop. Tava parecendo mais uma feira, onde quem falasse mais alto se dava melhor. Mas quando acontecia de sobrar aquela perfeita, era só alegria, e a sensação de cruzar a pedra do índio encaixando um cut-back na lata fazia esquecer todo o estresse: tanto o da água quanto todos os outros da vida. Nestes raros momentos, aquela esquecida paz de espírito retornava, porém logo era esquecida ao se voltar pro pico para esperar uma próxima onda.

Entre um estresse e outro, acabei ganhando de presente uma quilhada no meio das costas de um coroa que não parecia muito bem saber o que estava fazendo quando embicou o fun-board dele pra cima e, sem me ver, me acertou em cheio. O que fazer numa hora dessas?

Na madrugada seguinte, estive lá de novo para pegar o fim do swell. E, como era de se esperar, o crowd continuava. Resta-nos esperar pelo próximo e rezar pra conseguirmos pegá-lo no começo, antes que a notícia se espalhe.

Abaixo, meu camarada Guilherme enfrentando o crowd bravamente. Repare no destaque que eu fiz no maluco afundando na frente dele. Se der mole malandro, se arrasa.

Se der mole, se arrasa.

Um agradecimento ao “Tio” Augusto, pai do Guilherme e do Henrique, que fez estas excelentes fotos neste raro dia.

Pablo Cabana

mar 26

Apenas mais um surto cabanístico.

Felipe

mar 18

Um viva aos tempos modernos!!

O ser humano consegue, hoje, satisfazer aos seus desejos mais intensos de fuxicar a vida alheia e se expor. O sonho de ser famoso ganha um novo capítulo a cada dia. Todo mundo gosta. Pense: você realmente usa o Orkut unicamente para se comunicar com seus amigos? O que você espera quando escreve uma frase no msn? Quando posta um vídeo no YouTube? Pare pra refletir.

Graças às tecnologias atuais, está feito o reality show da vida, no qual somos todos personagens e espectadores.

Então chega de criticar os concorrentes do Big Brother e programas afins, pois quem desdenha quer comprar.

A moda hoje é espiar à vontade.

orkut 01 orkut 02

A galera se expõe no Orkut.

Flagra de estabaco.

Xerox no escritório.

Pensou que ninguém tava vendo, né? Pega cagão!!!
Cabanudo César.

mar 17

Para os curiosos, este é o nosso aquário. Aqui foi onde Pablo genialmente traçou esse paralelo com o reality show mais famoso do Brasil. É com esse visual que nos acalmamos e temos os nossos surtos cabanísticos. O peixe que está em primeiro plano é o famoso Acará Disco. Ele, como o Marcelo, possuem características bem parecidas. O peixe aparentemente só define seu sexo quando encontra-se sozinho com outro de sua espécie e as condições do meio em que estão são muito específicas. Quando isso acontece, um dos animais se desabrocha como fêmea e outro como macho e se acasalam para garantir a continuidade de sua espécie. Não parece muito com o Marcelo, passando por cima de sua opção sexual e dando em cima da Gisele para ganhar força lá dentro e tentar faturar um 1 milhão?

Cabanudo Felipe


Foto feita com celular Nokia N73

mar 14

Confesso que no começo eu tinha receio em dizer que gostava de ver Big Brother. O medo foi embora quando houve uma edição em que havia um conhecido, o Alan, um negão que trabalhou comigo na Red Bull, uns 6 anos atrás. Eu podia usar a desculpa: “eu só vejo porque é legal ver alguém que conheço na casa…”. Aí vieram outras edições, umas mais divertidas, outras menos, até que chegou o BBB 8, e foi neste que eu confirmei todas as minhas teorias sobre o programa e tornei o prazer de vê-lo algo um pouco mais refinado.

Não sei se vocês sabem, mas aqui na Cabana tem um aquário bem bacana, diante do qual eu e meus sócios passamos vários momentos nos entretendo com os peixinhos, vendo como eles disputam a frente do aquário (que é sempre do beta), como as cobrinhas são mais tímidas, como os pequeninos neons comem mais comida que os outros, por serem lépidos e atacarem de galera, e como o peixe zico (que a gente chamava de Obina) cismou de enfiar porrada em todos os peixes só de onda, o que acabou nos obrigando a retirá-lo da casa, ou melhor, do aquário. Começou a entender o meu refinamento?

Era uma sexta-feira, eu estava bebericando uns aperitivos e vendo o Marcelo, astro do atual BBB (torci pra ele sair, mas agora ficou tudo sem graça), cismando de ofender todo mundo e então eu lembrei do aquário. Olhei o Marcelo, lembrei dos peixes, lembrei da dinâmica do aquário e a vi no BBB. Não estamos olhando pra um bando de peixinhos engraçados? Não será o BBB o zoológico mais divertido de todos? A resposta é sim. Aquilo trouxe uma luz pra minha cabeça.

Ora, quem deseja ferrenhamente estar no Big Brother (e todos que estão lá desejam isso mais do que a própria vida) se enquadram em um perfil totalmente “bovino”, pois não apresentam um comportamento diferente do status quo: busca por fama e dinheiro. E ficam a bater cabeças, dominar territórios, tudo para que nós, daqui, sentados confortavelmente em nossas cadeiras, possamos nos divertir com nossos animaizinhos.

E tudo então se encaixou quando descobri que a Globo leva seus patrocinadores, amigos e afins para passear por dentro da casa, pelos corredores onde podem ver os BBBs fazendo desde a comida até as suas necessidades sem serem vistos. “Não são bonitinhos os bichinhos desta edição?”, devem comentar entre si.

Esta não é uma crítica, mas uma constatação. A percepção de que o prazer oferecido a nós pelo BBB é totalmente lícito, assim como os peixinhos daqui da Cabana nos divertem com suas trapalhadas. Eu quero que audiência cresça a cada edição, cada vez mais, e cada vez mais nós possamos ver o quanto o limite entre ser humano e animal é mais tênue do que imaginamos.

Abaixo, um vídeo do nosso astro surtando em sua jaula.

Pablo Cabana

jan 14

Bom minha gente depois de uma descrição esotérica do cabanudo Pablo que curte essas coisas do além, não que eu ache desinteressante, e da saída pela tangente do cabanudo César que adora uma vida boa, só me resta dizer que: bacana é ser Cabana ou vice-versa.

Cabanudo Felipe

jan 10

 

No Dicionário Aurélio:

Bacana

“[Do lunfardo (2) bácan, com alter. semântica, poss.] Bras. Gír.
Adjetivo de dois gêneros.
1.Palavra-ônibus que exprime inúmeras idéias apreciativas, e equivale a bom, excelente, belo, simpático, elegante, luxuoso, bem-educado, muito leal, inteligente, culto, etc., tudo no superlativo, aplicado a pessoas e/ou coisas; formidável, legal, bárbaro, infernal, tranchã, maneiro, massa, esperto. â€

Bom, nós até tentamos ser modestos, mas tivemos que dar o braço a torcer.

Cabanudo César.

jan 10

Cabana é Bacana

Quem conhece a gente há muito tempo sabe como a Cabana começou: três malucos com vontade de fazer publicidade. E só. Não havia escritório, nem clientes, nem verba, só o verbo mesmo. Mas essa vontade de fazer publicidade era forte. A tal ponto que foi passando por cima dos obstáculos e nos levando a crescer como publicitários e, principalmente, como pessoas.

Os clientes começaram a surgir, o verbo virou verba e hoje a gente tá num escritório bem bacana. Quando eu olho para trás e vejo quantas doideras já fizemos para que essa vontade se concretizasse, incluindo distribuir filipetas e colar lambe-lambes perigosamente pela madrugada (essa divertida história fica pra outro post), percebo o quão forte nossa paixão pela publicidade é.

E percebo também como tudo foi se encaixando magicamente, os desafios chegando de acordo com o tamanho de nossa coragem. A verdade é que eu nem sei como ficamos tão bacanas assim, sei que ficamos. Nossos clientes se tornam invariavelmente nossos amigos e temos um prazer indescritível em vê-los satisfeitos com os serviços que fornecemos a eles.

Para explicitar esta nova fase é que criamos o Cabana é Bacana, um slogan que reflete nossa maneira de trabalhar: simples, irreverente, eficiente. Eu poderia listar mais uma série de motivos que tornam este slogan muito bacana, mas o que eu mais gosto é o motivo mágico (quem me conhece sabe da minha queda pelo esotérico).

A letra “a†é considerada sagrada em diversas culturas, por conseguinte, as palavras repletas de “a†são as mais abençoadas. E você quer mais “a†do que em cAbAnA é bAcAnA? No sânscrito, inclusive, palavras nas quais todas as sílabas possuem “a†são consideradas absolutamente perfeitas e sagradas. Bacana, não?

Pablo Cabana