Nesta terça-feira, dia 03/03/2009, fui assistir à pré-estréia de Watchmen – O filme, no Cinemark do Botafogo Praia Shoppinng, e tive uma das experiências cinematográficas mais interessantes da minha vida.
O filme é “a adaptação cinematográfica da mais comentada graphic novel (quadrinhos para adultos) de todos os tempos. Watchmen apareceu pela primeira vez como uma série limitada de HQ de 12 números, tendo sido originalmente publicada pela DC Comics de 1986 a 1987, e depois republicada como a agora lendária graphic novel.” (tirado do press-release oficial). A autoria é de Alan Moore, cujas fascinantes histórias já foram levadas ao cinema em Do Inferno, Constantine, A Liga Extraordinária e V de Vingança, e do incrÃvel ilustrador Dave Gibbons. Ok, quem conhece Watchmen sabe que se trata da melhor história em quadrinhos já escrita. E ponto. Mas e o filme?
Depois de um tempão numa lenga-lenga danada, onde estúdios e diretores disputavam os direitos de levar a história à s telas, a coisa toda caiu na mão de Zack Snyder, que estava com a bola toda depois do tremendo sucesso de seu “300″ (também adaptação de uma história em quadrinhos de Frank Miller). E, como raras vezes acontece em adaptações, Zack Snyder foi SEN-SA-CIO-NAL. Ele conseguiu recriar com tamanha fidelidade o ambiente “nervoso” de Watchmen, ambientado no auge da Guerra-Fria, que parece ser possÃvel sentir toda aquela sensação de “fim-de-mundo” presente nos quadrinhos.
Zack também acertou ao escolher atores não muito “familiares” ao público, o que permitiu que cada personagem fosse sentido em sua totalidade, no seu próprio universo Watchmen, sem interferências em nossas mentes.
Meu destaque vai para a clássica cena quando o Dr. Manhattan cria um castelo de vidro no meio de Marte (esse aà de cima). Esta imagem nunca saiu da minha cabeça desde que li os quadrinhos pela primeira vez. E no filme, o pessoal dos efeitos especiais, liderados por Joe “Dj” Desjardins, conseguiu fazer com que aquela ilustração do Gibbons parecesse um esboço, um storyboard ansiando para algum dia ganhar movimentos avassaladores na tela do cinema. Viva a tecnologia humana.
Outro destaque vai para Rorschach, o personagem mais sombrio da trama, que recebeu a atuação perfeita de Jackie Earle Haley. A voz, os trejeitos, o olhar, enfim, perfeito. Uma pena que 2:45h seja pouco tempo e partes da história de Rorschach não foram contadas no filme.
Da trilha sonora eu nem vou falar nada. Senão vão dizer que estou sendo pago pra fazer publicidade. Confira você mesmo.
O site do filme está bem bacana também, talvez só abusando um pouco dos vÃdeos (é uma réplica do site americano e eles esquecem que nossas bandas largas não são tão largas quanto à s deles). Mas o legal é que você pode baixar um monte de material do filme, inclusive esse papel de parede aà de cima.
Abaixo, está o trailer. Este é um filme que você não pode perder. A estréia é amanhã.
Pablo Cabana

março 11th, 2009 at 8:55
Adorei o post! Deu vontade de ver o filme! bjks